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ESQUEMA DESCOBERTO - 25/06/2026, 06:50 - Nilson Marinho - Atualizado em 25/06/2026, 08:19

Privilégios e fraudes: Justiça derruba tráfico de Salvador à Europa

Penas de condenados podem chegar a 20 anos de prisão

Seis pessoas recebem penas entre 12 e 20 anos
Seis pessoas recebem penas entre 12 e 20 anos |  Foto: Uendel Galter/Ag. A TARDE

Seis integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela 2ª Vara da Justiça Federal por integrar um esquema de envio de drogas escondidas em embarcações para a Europa a partir do Porto de Salvador. As penas variam de 12 a 20 anos de prisão, em regime fechado. Ainda cabe recurso da decisão.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os condenados foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) após a organização criminosa ser desarticulada durante a Operação Descontaminação.

Eles foram condenados pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público.

Operação descontaminação
Operação descontaminação | Foto: Divulgação/Polícia Federal

Funcionamento

Ainda segundo o MPF, o esquema contava com uma estrutura especializada e divisão de tarefas, como o uso de informações privilegiadas sobre cargas e embarques, a atuação de pessoas com acesso ao terminal portuário, veículos clonados, lacres falsificados e apoio logístico.

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Conforme a denúncia, funcionários do terminal portuário, que integravam o chamado núcleo de inteligência da organização, acessavam os sistemas internos para selecionar contêineres posicionados em "pontos cegos" das câmeras de segurança.

Para entrar na área restrita do pátio, os criminosos utilizavam veículos clonados com logomarcas de empresas prestadoras de serviço do porto e ainda subornavam vigilantes para burlar as vistorias.

Modo de operação da quadrilha é desarticulado
Modo de operação da quadrilha é desarticulado | Foto: Ilustrativa/Elias Norberto/ CODEBA

Técnicos de refrigeração cooptados pelo grupo chegavam a sabotar componentes dos contêineres para provocar um falso chamado de manutenção, de modo a justificar a permanência prolongada no local.

Após esconderem a droga na carga, os criminosos rompiam os lacres originais das portas e os substituíam por cópias falsificadas a laser, para manter a mesma numeração e ocultar a violação até a chegada ao destino final.

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