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NA MIRA... - 26/05/2026, 07:30 - Jaísa de Almeida - Atualizado em 26/05/2026, 08:25

Ex-vereadora Léo Kret é alvo de ação que investiga desvio de verba

Política negou envolvimento nas irregularidas ao qual está sendo suspeita

Léo Kret foi vereadora entre 2009 e 2012
Léo Kret foi vereadora entre 2009 e 2012 |  Foto: Reprodução/Instagram @leokret

A ex-vereadora de Salvador, Léo Kret, está sendo investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos, fraude em contratos e irregularidades na destinação de verbas municipais voltadas a projetos culturais na capital baiana.

O nome dela aparece na Operação Sponsor, deflagrada nesta terça-feira (26) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MPBA). A ação apura possíveis ilegalidades em repasses feitos pela Prefeitura de Salvador para iniciativas ligadas à comunidade LGBTQIAPN+ e ao Carnaval.

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Segundo o Ministério Público, os recursos eram destinados à “Caminhada da Diversidade LGBT+” e a ações culturais em diferentes bairros da cidade, mas teriam sido movimentados por meio de uma associação sob suspeita de funcionar como fachada para o desvio de verbas.

Procurada pelo MASSA!, Léo Kret negou, por meio de um vídeo, a participação nas irregularidades e afirmou que seu nome foi citado em meio às investigações.

“Em primeiro lugar, eu não fui presa e, em segundo lugar, o meu nome foi mencionado por um contrato que eu nem assinei. Já acionei meus advogados e, no momento oportuno, vocês vão saber de toda a situação. Todos vocês me conhecem, a Bahia inteira conhece, sabe da minha índole, do meu caráter, sabe do trabalho que eu tenho com a população. Então, já já vocês vão saber de todo o esclarecimento de tudo o que está acontecendo”, declarou.

Se ligue:

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em um edifício na Avenida ACM, em Salvador, além de endereços ligados a investigados, uma associação e um órgão público. Servidores da Prefeitura também foram alcançados pela ação.

Desvio de mais de 500 mil

Ao todo, sete mandados foram executados. Conforme o MP-BA, a entidade investigada teria recebido mais de R$ 1,1 milhão do município. Parte desse montante, segundo os investigadores, pode ter sido repartida entre os envolvidos.

Os valores deveriam financiar eventos em 57 bairros da capital baiana e apoiar 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025. Devido as suspeitas, a Justiça da Bahia determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais citadas no inquérito.

A apuração teve início após denúncias, documentos e relatos enviados ao Ministério Público por organizadores de eventos e integrantes da comunidade LGBTQIAPN+, que relataram possíveis irregularidades na aplicação dos recursos públicos.

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