
O motivo que levou ao assassinato do pastor evangélico e vigilante Rick Andrade da Silva, conhecido como "Pastor da Favela", em abril deste ano, no bairro da Calçada, em Salvador, foi uma suposta delação feita por ele ao patrão contra dois colegas de trabalho.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18), os vigilantes Júlio dos Santos Ferreira e Pablo Ventura Gomes, ambos de 42 anos, negociavam serviços de segurança diretamente com estabelecimentos comerciais, sem a intermediação da empresa para a qual trabalhavam.
Ainda conforme as investigações, Rick comunicou a situação ao empregador. A denúncia teria resultado na demissão dos dois vigilantes, que, motivados por vingança, decidiram matar o pastor.
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Prisão
Júlio e Pablo foram presos nos bairros de Pirajá, em Salvador, e em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Com eles, os policiais apreenderam uma pistola, uma motocicleta, um capacete e uma jaqueta preta com características semelhantes às utilizadas pelos autores do crime no dia do assassinato.
Após a morte de Rick, surgiu a hipótese de que o homicídio poderia ter sido cometido por traficantes. A suspeita ganhou força porque o pastor costumava publicar vídeos nas redes sociais afirmando que conseguia entrar em qualquer localidade, inclusive em áreas dominadas por facções criminosas. Em uma das gravações, ele chegou a declarar que "Jesus é maior que o BDM e o CV".
No dia em que foi morto, colegas de trabalho preparavam uma festa de despedida para Rick em uma concessionária onde ele atuava como vigilante. Nada foi levado da vítima, o que já havia ajudado os investigadores a descartar a hipótese de latrocínio. O pastor deixou três filhos.
