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Delivery de drogas tinha esquema especial para classes média e alta em Feira

Grupo criminoso usava WhatsApp para vender entorpecentes

Delivery de drogas em Feira de Santana vira algo da Polícia Civil
Delivery de drogas em Feira de Santana vira algo da Polícia Civil |  Foto: Ilustração/Canva

A existência e o funcionamento de um delivery de drogas em Feira de Santana, na Bahia, vieram à tona nesta sexta-feira (4), durante a Operação Linha Sombria, deflagrada pela Polícia Civil. Ao MASSA!, o delegado Eudes Aquino, titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) da “Princesinha do Sertão”, explicou como o esquema funcionava.

Segundo ele, os pedidos de entorpecentes eram feitos em grupos no WhatsApp e, conforme as investigações, os consumidores atendidos pelo esquema eram, em sua maioria, pessoas de classe média e alta.

“Existiam grupos no WhatsApp específicos, em que os clientes, que geralmente eram de classe média e alta, solicitavam a entrega desses entorpecentes. Os entregadores mais próximos, de acordo com a logística estabelecida por aquela organização criminosa, faziam a respectiva entrega do material”.

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Delivery de drogas funcionava com apoio de organização criminosa do Rio de Janeiro

Delivery de drogas funcionava com apoio de organização criminosa do Rio de Janeiro
Delivery de drogas funcionava com apoio de organização criminosa do Rio de Janeiro | Foto: MAURO PIMENTEL/AFP

Eudes Aquino detalhou que a relação entre as organizações criminosas envolvia questões relacionadas à logística, aos pagamentos e ao fornecimento de armar. “Essa comunicação se dava justamente na logística e transferência de drogas e os respectivos pagamentos de uma para outra, mas principalmente o fornecimento de drogas e armas para a organização criminosa aqui de Feira de Santana”.

Entre os nove presos, casal é apontado como integrante da organização do delivery de drogas

Márcio e Giovanna são apontados como um casal e integrantes da organização criminosa
Márcio e Giovanna são apontados como um casal e integrantes da organização criminosa | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ao todo, 29 mandados judiciais foram cumpridos durante a operação e nove suspeitos foram presos. As identidades dos envolvidos foram confirmadas ao MASSA! por uma fonte que não terá a identidade mantida em sigilo.

Lavis Iviz Santana dos Santos, Ulisses Roberto Pinho da Silva Nascimento, Breno Santos Silva, Daniel Lima Campos Gonçalves, Wesley Ramon Dias da Silva, Wirlem Bastos Franco, Wiilian Araujo Santana, Márcio Leandro dos Santos Silva e Giovanna Eduarda Machado Barbosa, são apontados como integrantes do grupo. Márcio e Giovanna são apontados como um casal.

Carro de R$ 400 mil é apreendido durante a operação contra o delivery de drogas

Polícia apreendeu carro de luxo durante a operação contra o Delivery de Drogas
Polícia apreendeu carro de luxo durante a operação contra o Delivery de Drogas | Foto: Rose Amorim/Ascom-PCBA

Na residência do casal, foram apreendidos uma pistola, um revólver calibre 38, munições, três carregadores, 11 aparelhos celulares, tablets, um notebook, mais de R$ 2 mil em espécie, além de uma balança de precisão, uma máquina de contar dinheiro e máquinas de cartão de crédito.

As investigações sobre a movimentação financeira da organização criminosa, que ainda seguem em andamento, avançaram após as primeiras apreensões e prisões. O delegado relatou que os investigadores também apreenderam novos bens de alto valor, entre eles um veículo avaliado em R$ 400 mil e uma motocicleta avaliada em R$ 30 mil.

Delivery de drogas seria usado para tentar reduzir a exposição dos traficantes

Questionado pelo MASSA! sobre a possibilidade de os traficantes estarem migrando para o modelo de delivery por considerarem a modalidade menos arriscada, o delegado afirmou que as organizações criminosas buscam constantemente novas formas de atuação.

“O crime está tentando sempre evoluir, porém as respectivas modalidades criminosas não nascem aqui no estado da Bahia. Geralmente, esse tipo de comportamento é importado de outros estados.”

Aquino ainda afirmou que tem observado que o modelo de delivery de drogas pode ter sido adotado pelos criminosos por ser considerado, na avaliação deles, uma maneira mais discreta e eficaz de comercializar os entorpecentes.

“Nós temos notado que o crime tem encontrado uma maneira mais eficaz e mais rápida, que chama menos atenção, para realizar o respectivo tráfico. Porém, a Polícia Civil sempre está vigilante, fazendo um trabalho integrado”, disse.

Delegado pede que população denuncie suspeitas de delivery de drogas

Delivery de drogas entra na mira da Polícia Civil da Bahia
Delivery de drogas entra na mira da Polícia Civil da Bahia | Foto: Pedro Moraes / Ascom-PCBA

Eudes Aquino também explicou como a população pode ajudar a polícia a identificar possíveis estruturas de delivery de drogas em outros bairros. Entre as situações que podem ser comunicadas de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia (181), estão movimentações consideradas suspeitas, fluxo incomum de motocicletas e outras situações que destoem da rotina de determinada região.

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