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Caso Mãe Bernadete: defesa de BZ contesta acusação

Defesa afirma que acusação contra Josevan, o BZ, se sustenta em versão de Arielson

Defesa de Josevan alega que não existem provas concretas de que ele participou do crime
Defesa de Josevan alega que não existem provas concretas de que ele participou do crime |  Foto: Reprodução/Redes sociais

O advogado de defesa Lucas Salles, que representa Josevan Dionísio dos Santos, afirmou que não há provas concretas da participação do réu na execução de Mãe Bernadete. Segundo ele, Josevan foi ligado ao crime por estar em posse do celular da neta da religiosa, que havia sido roubado.

De acordo com o defensor, Josevan recebeu o aparelho de Arielson da Conceição Santos, condenado pela morte de Mãe Bernadete. Após o rastreamento do celular, o aparelho foi localizado em uma assistência técnica, onde passou por um procedimento de desbloqueio. A partir daí, a polícia chegou até Josevan, depois que o responsável pelo estabelecimento revelou quem havia solicitado o serviço.

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O advogado também afirmou que nenhuma testemunha ou vítima reconheceu Josevan no local do crime, diferentemente do que teria ocorrido com Arielson. Durante a sustentação, Lucas Salles questionou justamente o peso dado à versão apresentada pelo condenado.

“E qual é o benefício dele disso? Essa é a minha questão”, declarou o defensor ao levantar a possibilidade de Arielson ter apontado Josevan como participante do crime para obter vantagem na própria situação judicial.

Segundo Lucas Salles, Arielson teria atribuído participação a Josevan com o objetivo de conseguir uma redução da pena. A defesa sustenta que a acusação contra o réu está apoiada essencialmente nessa versão.

“Esse processo, com mais de 1.200 páginas, é sustentado unicamente na versão mentirosa”, afirmou o advogado diante dos jurados.

Outro ponto questionado pela defesa é uma fotografia publicada por Josevan nas redes sociais, em 2021, na qual ele aparece segurando uma arma preta e vermelha, que teria sido utilizada no assassinato. Segundo Lucas Salles, a acusação tenta usar a imagem como elemento para convencer os jurados da participação do réu no crime.

O defensor afirmou que Josevan não nega ter tirado a foto com a arma, mas ressaltou que o registro foi publicado em 2021, dois anos antes do assassinato de Mãe Bernadete, ocorrido em 2023. Para a defesa, a imagem, por si só, não comprova que Josevan tenha participado da execução.

Lucas Salles ainda destacou a gravidade de uma eventual condenação baseada, segundo sua tese, em elementos que considera insuficientes, já que a pena pode chegar a 30 anos de prisão.

Ao longo da argumentação, o advogado insistiu que não há reconhecimento de Josevan pelas vítimas nem provas materiais que demonstrem sua presença na execução. A defesa também questiona o uso da fotografia e afirma que o depoimento de Arielson não seria suficiente para sustentar uma condenação.

“Justiça hoje é para que não se cometa injustiça”, declarou Lucas Salles, olhando para o Júri Popular.

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