
O policial militar Rodrigo Wamderley Ramos Bonfim, preso nesta quarta-feira (2) por suspeita de atirar contra o motorista de aplicativo Cirilo Carvalho, de 27 anos, na Avenida São Rafael, em Salvador, utilizava de forma ilegal um giroflex instalado em um Corolla preto, segundo o delegado Moisés Damasceno, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). O veículo também não está registrado em nome do PM.
A informação foi revelada pelo delegado em entrevista ao MASSA!. De acordo com Damasceno, o policial militar não estava de serviço no momento do disparo e pode ter utilizado o veículo para prestar algum tipo de serviço particular.
“Ele não estava de serviço. Ele tava talvez prestando serviço privado, pelo que tudo indica, já que ele estava com o giroflex em cima de um Corolla preto que foi utilizado no momento”, explicou o delegado.
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Damasceno pontuou que a polícia identificou que o Corolla está registrado em nome de uma pessoa jurídica localizada em Barueri, em São Paulo (SP), e os investigadores agora tentam descobrir quem é o atual proprietário do automóvel.
Delegado fala sobre comportamento do suspeito na PM

O delegado ainda afirmou que, até o momento, não foi identificado nenhum registro anterior relacionado a uma suposta conduta criminosa do policial. “Foi a primeira vez, não havia nada em relação ao comportamento dele que desabone sua conduta até agora. Então, tem sete anos de atividade na Polícia Militar, mas nada foi detectado contra a sua conduta”, finalizou Damasceno.
Onde ocorreu a prisão do PM

Rodrigo Wamderley Ramos Bonfim foi preso na 31ª Companhia Independente da Polícia Militar (31ª CIPM), local onde trabalhava, no bairro de Valéria, na capital baiana. O mandado de prisão foi expedido pela 3ª Vara de Garantias e cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PMBA).
Após a prisão, o policial foi levado ao 3º Distrito, onde foi registrada uma ocorrência e expedida uma guia para exame de corpo de delito. Em seguida, ele foi encaminhado ao Batalhão de Choque, onde permanece custodiado à disposição da Justiça. Segundo Moises Damasceno, o policial não ofereceu resistência durante a prisão e, ao ser apresentado à polícia, optou por permanecer em silêncio.
Caso é investigado como tentativa de homicídio
O policial militar teria atirado no entregador após uma discussão de trânsito na segunda-feira (24). Na ocasião, o agente, que estava de folga, foi filmado pela própria vítima momentos antes do disparo que atingiu uma das pernas de Cirilo Carvalho. Nas imagens, Rodrigo Wamderley Ramos Bonfim aparece descendo do corolla, com um distintivo pendurado no pescoço e o giroflex acionado.
Em seguida, ele abre com força a porta do lado do passageiro do carro do entregador. O vídeo é interrompido nesse momento e, segundo o entregador, o disparo ocorreu logo depois. A discussão teria começado após o carro do entregador bater no veículo do policial.
Inicialmente, o caso havia sido registrado como lesão corporal. Com o avanço das investigações e a análise das circunstâncias e imagens do episódio, porém, a apuração passou a ser conduzida como tentativa de homicídio.

