
Uma massa de poeira vinda do Deserto do Saara atravessa o Atlântico tropical e deve atingir áreas do Norte e Nordeste do Brasil nos próximos dias. O fenômeno é impulsionado pelos ventos alísios e também pode alcançar partes da América do Sul, Caribe e América Central.
Sistemas de monitoramento atmosférico já indicam aumento na concentração de partículas em suspensão. A presença da nuvem tem deixado o céu mais turvo em países ao norte do continente desde o início da semana.
Aumento de partículas no ar
Mapas de previsão apontam elevação dos níveis de PM₁₀ e de PM₂.₅, partículas microscópicas que permanecem suspensas na atmosfera. As mais finas, com até 2,5 micrômetros, conseguem penetrar profundamente nos pulmões.
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O pico de concentração foi previsto entre terça (24) e quarta-feira (25), segundo meteorologistas. A tendência é de impacto temporário na qualidade do ar.
Impactos na saúde e no clima
A poeira pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Especialistas recomendam atenção redobrada para grupos mais vulneráveis.
Além da saúde, o fenômeno interfere na formação de nuvens e na ocorrência de chuvas. A dispersão da luz também pode ser alterada, deixando o pôr do sol com tons mais intensos.
