
Boatos sobre um suposto “apagão global”, na próxima terça-feira (17), circularam nas redes sociais, mas não têm fundamento. O que está previsto para a data é apenas um eclipse solar anular, fenômeno astronômico já calculado com antecedência.
O evento terá visibilidade bastante limitada. A faixa onde será possível ver o chamado “anel de fogo” ficará concentrada sobre a Antártida.
Visibilidade restrita
No extremo sul da América do Sul, como partes da Argentina e do Chile, o eclipse será quase imperceptível. O encobrimento do Sol deve variar de menos de 1% a pouco mais de 3%.
Algumas áreas do sul da África também poderão observar o fenômeno de forma parcial. No Brasil, o eclipse não será visível.
Entenda o fenômeno
O eclipse anular acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas está mais distante do planeta. Assim, ela não cobre totalmente o disco solar, formando um anel luminoso ao redor.
Diferente de um eclipse total, não há escurecimento significativo do céu. Também não são esperadas mudanças na luminosidade capazes de causar impactos práticos.
Nada de apagão
Especialistas reforçam que eclipses são eventos naturais previsíveis e não provocam quedas de energia ou alterações ambientais. Os movimentos da Terra e da Lua permitem cálculos precisos anos antes.
Mesmo assim, quem for observar o Sol deve usar proteção adequada. O indicado é utilizar filtros certificados ou métodos indiretos, já que olhar diretamente pode causar danos à visão.
