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Eles estão entre nós? - 11/06/2026, 09:00 - Artur Soares

Steven Spielberg investe em roupagem mais séria em Dia D

Diretor volta ao universo dos alienígenas em filme que mistura suspense e ficção científica

Diretor retornou a um dos temas favoritos de sua filmografia
Diretor retornou a um dos temas favoritos de sua filmografia |  Foto: Divulgação

Depois que o influenciador Mayk Leão publicou um vídeo de um suposto avistamento alienígena no Paraná, o assunto rapidamente se tornou um dos mais comentados entre os brasileiros. Em meio a esse retorno do debate sobre a vida extraterrestre, chega aos cinemas um filme que promete despertar a dúvida se realmente estamos sozinhos no universo. Com direção de Steven Spielberg, Dia D marca o retorno do cineasta a um dos temas favoritos de sua filmografia.

Ao longo de sua carreira, Spielberg nunca escondeu seu fascínio pelo conceito de vida inteligente fora da Terra. Seja com uma abordagem mais infantil — como em E.T. O Extraterrestre —, ou de uma forma mais científica — feita em Contatos Imediatos do Terceiro Grau —, os alienígenas sempre estiveram presentes no trabalho do diretor. Em seu novo

lançamento, ele opta por uma roupagem um pouco mais adulta para o tema.

Na trama, acompanhamos o especialista em segurança cibernética Daniel, que começa a ser caçado após roubar informações secretas do governo. Em paralelo a isso, a jornalista Margaret tem sua vida mudada depois de desenvolver habilidades estranhas ao entrar em contato com um pássaro misterioso. O filme se apresenta como uma grande retrospectiva de encontros alienígenas que foram registrados ao longo da história dos Estados Unidos.

Um dos maiores destaques da produção está na forma como ela conversa com a realidade. Spielberg constrói um mundo que está prestes a viver um colapso, com toda a população com medo de uma possível Terceira Guerra Mundial. Diante essa tensão, existe um receio por parte dos protagonistas de que a revelação da existência de aliens possa desencadear um caos ainda maior entre as pessoas.

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Essa escolha moral de revelar ou não a verdade para todos é o que sustenta a trama, que é guiada com excelência por um elenco de peso. Josh O’Connor interpreta Daniel e fica responsável pelas cenas de maior suspense da história. Dando vida a Margaret, a atriz Emily Blunt é o coração dos momentos mais emocionais do longa. Por fim, Colman Domingo rouba os holofotes como Hugo, que serve como o grande mentor daquela aventura.

Dia D é um mergulho na atmosfera noventista que marcou a carreira de Steven Spielberg. O filme carrega as maiores marcas do diretor, agora reimaginadas para um novo público.

Os impactos na religião

A personagem Jane (Eve Hewson), que serve como interesse romântico de Daniel, encabeça um dos maiores dilemas do filme: como a religião seria impactada com a revelação da existência de alienígenas? Steven Spielberg trabalha essa questão com muita delicadeza. Tomando cuidado para não ser ofensivo, o cineasta demonstra como a verdadeira fé poderia resistir mesmo diante uma novidade que muda completamente o que sabemos do Universo. Infelizmente, o diretor não se aprofunda tanto nessa questão e decide focar mais nos elementos científicos de sua história.

Um ponto que não se pode reclamar é sobre a ação do longa, que se mantém eufórica até o fim da trama. Spielberg termina seu filme sem entregar respostas, mas deixando uma provocação que faz o público pensar se realmente estamos preparados para a chegada de uma nova vida em nosso planeta.

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