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Kelvin Carvalho revela bastidores e sonha alto com sucesso no arrocha

Cantor de arrocha Kelvin Carvalho aposta no verão de 2026

Kelvin Carvalho, de 28 anos, é cantor de arrocha baiano
Kelvin Carvalho, de 28 anos, é cantor de arrocha baiano |  Foto: José Simões/Ag. A TARDE

Um dos nomes promissores do arrocha baiano, o cantor Kelvin Carvalho, de 28 anos, está ansioso para o verão. Nascido e criado no bairro de Sussuarana, em Salvador, ele aposta na música "Cheiro de Rapariga", lançada no seu primeiro projeto solo, batizado como "Kelvin Carvalho Fazendo Diferente", para emplacar a sofrência nos próximos meses.

“Essa história de Cheiro de Rapariga é uma história real, né? Coisas que aconteceram comigo de verdade na minha vida, que foi um antigo relacionamento meu onde a minha ex-namorada me deu aquele velho corno. Então a música fala a realidade do povo mesmo, as pessoas que estão no barzinho ali, muitas das vezes estão bebendo para afogar as mágoas, porque tiveram uma desilusão amorosa, sofreram um corno ou deram um corno e se arrependeram”, explicou.

Com uma trajetória que começou cedo, ainda no seu bairro natal, Kelvin deseja ganhar cada vez mais espaço na música baiana. Para isso, ele abre mão da própria timidez quando está nos palcos para fazer uma entrega total ao público durante os shows.

“Eu acredito muito que tudo acontece da forma correta. Eu já tenho 10 anos de carreira e, nesse último um ano e meio, minha carreira vem numa correria muito legal. Eu costumo falar com meus empresários e com meus produtores que existe muita diferença entre Kelvin CPF e Kelvin CNPJ, porque eu sou uma pessoa muito tímida, muito retraída, só que quando eu estou no meu show, nas minhas apresentações, eu mudo completamente”, revelou o cantor em entrevista ao MASSA!.

Artista deixa a timidez de lado na hora de fazer shows
Artista deixa a timidez de lado na hora de fazer shows | Foto: José Simões/Ag. A TARDE

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E quando é preciso definir a si mesmo, o artista se apresenta da seguinte maneira: "Um menino tranquilo, um menino muito família, que gosta de ajudar as pessoas, que gosta de estar perto das pessoas que gosta. Para vocês terem ideia, as pessoas que trabalham comigo são meus amigos", disse Kelvin.

A entrada no arrocha e novos planos

No início da carreira, Kelvin Carvalho integrava um grupo de axé, chamado Banda da Laje, no bairro de Sussuarana. A banda tinha alguns amigos, entre eles Rodrigo Toschi. A ida para o arrocha aconteceu de forma inusitada, a partir do incentivo de um primo.

“Eu tenho um primo que é apaixonado por mim, ele fala que eu sou o melhor cantor do mundo. Ele chegou para um barzinho lá do nosso bairro e falou que queria que eu tocasse lá. A mulher disse que não tinha dinheiro para pagar e que o bar estava vazio, mas ele insistiu para eu poder tocar, disse que eu só queria uma oportunidade. Quando perguntei sobre o cachê, ele disse que eram duas cervejas e uma Catuaba, e eu nem bebia na época [risos]. Mas foi assim que se iniciou, né?", contou.

Kelvin Carvalho começou a carreira no axé, mas se encontrou no arrocha
Kelvin Carvalho começou a carreira no axé, mas se encontrou no arrocha | Foto: José Simões/Ag. A TARDE

O sucesso nas ruas e nos barzinhos impulsionou o lado compositor de Kelvin, além de contribuir para o amadurecimento profissional e a construção de uma boa relação com os fãs. E é justamente pensando nisso que ele gravará o seu novo audiovisual em um posto de gasolina na capital baiana, no próximo dia 15 de novembro.

“O nosso novo DVD, a gente lançou agora em abril, só que aí veio tomando proporções bem diferentes do que a gente estava imaginando muito rápido. Muitos artistas entrando em contato com a gente, parabenizando pelo trabalho, artistas e grandes produtores daqui da Bahia e do Nordeste. E aí a equipe se juntou e aí já quer fazer outro trabalho novo", explicou.

A escolha de gravar em um posto de gasolina traduz o desejo de manter o público colado ao palco, com uma estrutura intimista e que o permita sentir a energia e apoio das pessoas.

“A escolha do posto é porque hoje o arrocha está vindo com essa ideia mais intimistas, mais próximo do público, mais povão. O arrocha é povão, é o artista perto do público e às vezes a galera sente muito falta disso, né?", iniciou.

"Não quero um palco alto pra eu estar longe da galera, quero um palco baixo, aquele palco redondo, com a galera ali do lado cantando, sentindo a energia de perto. E é isso que eu gosto, eu gosto de sentir a energia do público”, concluiu Kelvin Carvalho.

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