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Brenno Casagrande vive nova fase e projeta mais um Grammy Latino

Cantor e compositor baiano, filho de Paulo Jorge, fala ao MASSA! sobre o NUSOM, o Estrela da Casa e a carreira como intérprete

Brenno Casagrande vai para 2º edição do seu projeto NUSOM
Brenno Casagrande vai para 2º edição do seu projeto NUSOM |  Foto: Divulgação/Rodolfo Tavares

Brenno Casagrande está vivendo uma fase em que diferentes partes da carreira começam a se encontrar. Vencedor do Grammy Latino em 2017 e novamente concorrendo em quatro categorias da premiação em 2026, o cantor e compositor baiano também aposta em uma nova etapa como intérprete com o NUSOM, projeto que chega à segunda edição em Salvador no dia 11 de outubro.

Filho do compositor e ex-integrante do Olodum Paulo Jorge, Brenno cresceu cercado pela música e construiu primeiro uma trajetória de sucesso como compositor. Suas canções já foram gravadas por grandes nomes como Luan Santana, Gusttavo Lima, Jorge & Mateus, Thiaguinho, Wesley Safadão e outros artistas.

Agora, depois de ganhar projeção nacional com a participação no ‘Estrela da Casa’, da TV Globo, ele busca consolidar também o espaço de cantor.

Em entrevista ao MASSA!, Brenno destacou sobre a responsabilidade de transformar o NUSOM, inicialmente feito para convidados, em um evento com venda de ingressos. Segundo ele, 70% das entradas da segunda edição já haviam sido vendidas poucos dias após o início das vendas.

“É a primeira vez que eu sou o artista principal de um evento, um evento bilhetado, que as pessoas estão indo lá para me ver, pagando para isso. Então é uma sensação inédita na minha vida”, afirmou.

NUSOM: música sem rótulos

O NUSOM nasceu como uma extensão do universo que Brenno vinha desenvolvendo no projeto audiovisual “Na Sala do Casa”. A ideia é criar uma experiência mais próxima entre artista e público, com repertório baseado em clássicos, canções autorais e diferentes referências da música brasileira.

Para Brenno, o nome do projeto representa justamente a proposta de deixar de lado vaidade, ego e rótulos.

“É a música despida de rótulos. É a música pela própria música”, enfatizou Brenno.

A primeira edição aconteceu em julho, em Salvador, ainda em formato fechado para convidados. A repercussão nas redes sociais, segundo o cantor, ajudou a definir os próximos passos.

Um dos vídeos ligados ao projeto chegou perto de um milhão de visualizações orgânicas no Instagram. A repercussão também veio de fora do Brasil, com mensagens de pessoas de países como Alemanha, Portugal, França e Estados Unidos.

A segunda edição será realizada no dia 11 de outubro, no PIER 345, na Barra. Brenno também revelou ao MASSA! que o projeto já tem uma edição confirmada no Rio de Janeiro, ainda sem data e local definidos.

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E a ideia não é necessariamente manter o NUSOM pequeno.

“Eu não vou limitar o projeto porque eu acho que todo artista quer cantar para milhões de pessoas. Se o NUSOM tiver que ser numa arena, quem sabe um dia na Arena Fonte Nova, a gente vai fazer”, disse com o pensamento grande.

Depois do ‘Estrela da Casa’

A passagem pelo reality musical da Globo também aparece como um ponto importante nessa nova fase. Antes do programa, Brenno já tinha uma carreira consolidada como compositor, mas ainda trabalhava para vencer a timidez e se apresentar como intérprete.

Ele foi o quarto eliminado da segunda temporada e avalia que a experiência serviu como uma espécie de desbloqueio artístico.

“O programa me trouxe essa percepção de que eu era um artista, que eu podia sim me mostrar, que eu podia sim dançar, olhar nos olhos das pessoas, sorrir para as pessoas”, comentou.

Para o baiano, o aprendizado foi além da voz. “Não é só a voz, não é só a música. É um conjunto de 360: o olhar, a fala, o gesto, o sorriso, o carisma”, pontou o artista.

Durante o programa, Brenno também se destacou nas provas de composição. Ele venceu a primeira Prova do Jingle da temporada e ficou imune naquela semana.

Apesar da eliminação, o cantor diz não carregar arrependimentos da experiência.

“Eu não me arrependo de nada que eu fiz, porque eu não desrespeitei, eu não manipulei, eu não mexi com ninguém. Eu fui eu”, explicou o cantor.

Brenno Casagrande participou da segunda edição do ‘Estrela da Casa’
Brenno Casagrande participou da segunda edição do ‘Estrela da Casa’ | Foto: Divulgação/Rodolfo Tavares

Filho de um dos grandes

A relação com a música começou muito antes da televisão. Brenno é filho de Paulo Jorge, compositor e ex-integrante do Olodum que assina sucessos como “Vai Sacudir, Vai Abalar”, gravado pelo Cheiro de Amor, e “Hora da Partida”, conhecida na voz do Terra Samba.

A influência do pai, segundo Brenno, aconteceu de maneira quase natural. Hoje, ele percebe o mesmo comportamento no próprio filho, que tem pouco mais de um ano.

“Eu tenho visto agora que sou pai que o filho quer seguir o pai. Meu filho entra aqui no meu estúdio, pega o violão, quer ficar tocando. Tudo ele quer fazer música”, disse.

Brenno também divide a relação musical com o irmão, Vitor Casagrande. Os dois já trabalham juntos em composições e, segundo o cantor, essa ligação familiar ganhou um significado ainda maior com as novas indicações ao Grammy.

Quatro indicações ao Grammy em 2026

Compositor de centenas de músicas gravadas por outros artistas, Brenno voltou a aparecer entre os nomes ligados ao Grammy Latino. Em 2017, ele venceu a premiação como compositor de “Golpe Baixo”, gravada por Daniel no álbum que levou o prêmio de Melhor Álbum de Música Sertaneja. Depois, acumulou novas indicações em diferentes anos.

Em 2026, segundo o próprio artista, são quatro novas indicações relacionadas a trabalhos para os quais participou como compositor.

A possibilidade de também chegar à premiação como intérprete é algo que Brenno admite desejar, mas sem transformar isso em uma obsessão.

“Eu tenho. [...] mas há tempo para todas as coisas. Tudo é no tempo de Deus”, projetou.

Para ele, o mais importante é construir uma carreira que permaneça depois do momento de maior exposição.

“O principal de um artista que quer construir uma carreira verdadeira consiste em atravessar o tempo e querer que as canções fiquem dentro das pessoas para além do hype, para além do momento”, ressaltou Brenno.

Brenno foi indicado a quatro categorias do Grammy Latino
Brenno foi indicado a quatro categorias do Grammy Latino | Foto: Divulgação/Rodolfo Tavares

‘A música boa está sendo feita’

Outro assunto que apareceu na conversa foi a relação entre a música brasileira e as redes sociais. Com músicas pensadas para viralizar no TikTok e no Instagram cada vez mais presentes no mercado, Brenno diz que não vê necessariamente uma oposição entre o algoritmo e a música mais tradicional.

Para ele, existe espaço para diferentes propostas. “O que está viralizando é porque as pessoas estão tornando viral”, destacou Brenno.

O cantor lembra que também tem trabalhos voltados para formatos mais populares e dançantes, mas mantém como referências nomes como Djavan, Gilberto Gil, Caetano Veloso e João Gilberto.

Na avaliação dele, o público também pode encontrar música brasileira fora das tendências mais imediatas das redes.

“Existem coisas para os mais variados gostos. É muito do que a gente procura ouvir. Beber da fonte”, explicou.

O próprio NUSOM, de acordo com Brenno, tenta ocupar esse espaço sem precisar ficar distante das plataformas digitais. Um vídeo do projeto que reúne releituras de músicas de Lulu Santos e Djavan já se aproximava de 40 mil curtidas no TikTok, segundo o artista.

No fim, a proposta é simples: aproximar o público da música que ele gosta de fazer. “Bora falar de amor e fiquem à vontade para nos ouvir”, concluiu.

Ouça Brenno Casagrande

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