
Juliano Cazarré voltou a causar polêmica nas redes sociais após anunciar a criação de um evento voltado exclusivamente para homens. Batizado de “O Farol e a Forja”, o encontro foi descrito pelo ator como “o maior encontro de homens do Brasil” e direcionado a “homens de bem e conservadores”.
O evento está previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo, e propõe debates sobre temas como liderança, empreendedorismo, paternidade, saúde masculina e espiritualidade.
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Conhecido por suas posições conservadoras desde que se converteu ao catolicismo, em 2018, Cazarré afirmou que o projeto surgiu como uma resposta ao que ele enxerga como um enfraquecimento da figura masculina na sociedade.
Em um dos textos de divulgação, o ator aparece citado na terceira pessoa: “Ele sabia que ia apanhar. E criou esse evento mesmo assim”.
Entre os nomes já confirmados estão o psiquiatra Ítalo Marsili e o ator Nelson Freitas. A proposta, no entanto, não caiu bem entre colegas da classe artística.
Marjorie Estiano foi uma das mais diretas ao comentar a publicação:
“Juliano...você não criou, você só tá reproduzindo um discurso que mata mulheres todos os dias…”, escreveu. Claudia Abreu também criticou o contexto da iniciativa: “Num país com recorde de feminicídios…”, pontuou.
Já Elisa Lucinda classificou o projeto como um “grande e preocupante delírio”, afirmando que o ator está “na contramão dos avanços do mundo”.
Olha gente sinceramente: Juliano Cazarré anunciou em seu instagram a criação de um evento que segundo ele "será o maior encontro de homens do Brasil" voltado a "homens de bem e conservadores".
— Paula Sampaio Moreti (@GiuliMedrado) April 22, 2026
Marjorie Estiano, Elisa Lucinda, Claudia Abreu e outros artistas comentaram o post. pic.twitter.com/otkfzi2Lor
Costumes na internet
Pai de seis filhos com Letícia Cazarré, o ator costuma defender a paternidade ativa e a presença masculina na criação dos filhos. Nas publicações sobre o evento, ele cita dados sobre ausência paterna e afirma que a sociedade “está pagando um preço alto” pela falta de referências masculinas.
