
O cantor Alexandre Pires foi alvo da nova fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (23). Os agentes realizaram buscas em um imóvel e na produtora musical do artista, em Uberlândia, no estado de Minas Gerais.
A ação investiga uma organização criminosa suspeita de extrair ilegalmente cassiterita da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, e comercializá-la. A quadrilha ainda estaria envolvida em esquemas de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Os empresários Matheus Possebon e Diego Possebon também estão na mira das autoridades. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores.
As decisões foram expedidas pela Justiça Federal. Até o momento, não há determinação da prisão dos suspeitos, nem mesmo na modalidade de prisão preventiva.
Qual a relação de Alexandre Pires com o caso?

Conhecido por canções como "Mineirinho", "Tira Ela de Mim" e "Quem É Você?", Alexandre Pires foi alvo da operação devido a relação profissional com o empresário Matheus Possebon. De acordo com a apuração da PF, o artista teria recebido altas quantias de dinheiro de uma mineradora investigada.
Informações divulgadas pelo Metrópoles apontam que a empresa de Alexandre Pires recebeu R$ 2,5 milhões em depósitos fracionados no dia 28 de março de 2023, além de repasses no valor de R$ 1,3 milhão de uma mineradora.
Leia Também:
Os relatórios de inteligência financeira teriam revelado outras movimentações bancárias consideradas atípicas, sendo de R$ 5,3 milhões relacionados a empresa e R$ 21,2 milhões relacionados ao cantor.
A Polícia Federal apura o caso e declarou que mais de US$ 48 milhões, que correspondem a cerca de R$ 246 milhões, teriam circulado por empresas e contas para dificultar a identificação da origem do dinheiro. Empreendimentos do Brasil e do exterior estariam envolvidos.
O que diz a defesa do artista?
A defesa de Alexandre Pires emitiu uma nota à imprensa após a repercussão do caso. O artista nega qualquer envolvimento criminoso com a suposta quadrilha e alega que a relação com o empresário Matheus Possebon é apenas profissional e relacionada a venda dos seus shows na época.
"Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor. Eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao citado empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador na venda de shows de Alexandre Pires", diz o texto.
A equipe do artista também afirma que as apresentações e demais compromissos seguirão com normalidade: "O cantor segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada", diz o texto.

