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Arte - 29/01/2026, 07:00 - Vitória Sacramento*

Residência forma artistas negros e movimenta o teatro em Salvador

Em atividade desde novembro de 2025, a residência aposta na qualificação técnica aliada à criação coletiva

Grupo reunido
Grupo reunido |  Foto: Amanda Chung/Divulgação

Salvador recebe, neste fim de semana, mais uma rodada de oficinas da residência artística “Ordem Questionada”, projeto voltado à formação de artistas negros e realizado pelo Coletivo Subverso das Artes. As atividades acontecem no Arquivo Público de Salvador, no bairro do Comércio, com aulas de Atuação e Direção Teatral no sábado (31) e Cenografia no domingo (1º).

Em atividade desde novembro de 2025, a residência aposta na qualificação técnica aliada à criação coletiva como caminho para enfrentar a falta de acesso e oportunidades no teatro. As oficinas são quinzenais e envolvem diferentes linguagens, como escrita teatral, direção musical e atuação, além de áreas fundamentais dos bastidores, como comunicação estratégica, formação de público e gestão teatral.

Para o coordenador do Coletivo Subverso das Artes, Zaya Olugbala, a proposta vai além da técnica. Segundo ele, o projeto estimula a criticidade artística e fortalece a identidade negra nos processos criativos, além de discutir formas de viabilizar projetos autorais por meio da colaboração. O projeto também oferece ajuda de custo aos participantes, garantindo transporte e alimentação, o que contribui para uma participação mais ativa e contínua nas atividades.

Moradora do Engenho Velho da Federação, a atriz Betânia Novaes, de 37 anos, destaca que a residência valida o tempo de pesquisa dos artistas e possibilita dedicação integral ao processo criativo. “É o tipo de fomento que permite amadurecimento técnico e artístico, além de incentivar a criação coletiva e o questionamento das estruturas que nos cercam”, afirma.

Imagem ilustrativa da imagem Residência forma artistas negros e movimenta o teatro em Salvador
Foto: Amanda Chung/Divulgação

Durante as oficinas, os participantes também são incentivados a desenvolver autonomia criativa. A professora de atuação Diana Ramos ressalta que o objetivo é estimular os jovens a tirarem projetos do papel e compreenderem a criação artística como um processo contínuo de experimentação e aprendizado. Já nas aulas de direção musical, o facilitador Maurício Lourenço trabalha a música como prática colaborativa, promovendo jogos de liderança, improvisação e construção coletiva do som.

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A próxima fase do projeto, intitulada “Circula e Questiona”, será dedicada à criação e circulação dos espetáculos desenvolvidos durante a residência. As peças serão apresentadas em bairros como Engenho Velho da Federação, Engenho Velho de Brotas, Nova Brasília, Candeal e Santo Inácio, ampliando o acesso da comunidade às produções artísticas.

Com duração total de oito meses, o projeto “Ordem Questionada” foi contemplado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia, com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, e do Ministério da Cultura. A iniciativa reforça o teatro como ferramenta de transformação social e afirmação das identidades negras em Salvador.

*Sob supervisão do editor Anderson Orrico

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