
O tradicional e querido Circo Picolino, localizado na orla de Pituaçu, em Salvador, vai realizar entre o dia 1º e 14 de dezembro o 'Viva o Circo ano XL - Festival Internacional', evento que reunirá atrações e programações gratuitas e acessíveis para todos os públicos, incluindo libras e audiodescrição.
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O festival marca os 40 anos do Picolino, espaço fundado por Verônica Tamaoki e Anselmo Serrat em 1985, e que segue desenvolvendo um papel social na vida de crianças, jovens e adolescentes. A abertura do evento será às 19h com apresentação de um espetáculo que reunirá reunindo acrobacias, malabarismo, números aéreos, música ao vivo e outras diversões.
Luana Tamaoki Serrat, coordenadora artística do circo e filha de Anselmo e Verônica, que acompanha o circo desde criança, conversou com o MASSA! destacando, sobretudo, o papel social que o espaço desenvolve.
"Ano que vem vamos completar 30 anos que estamos aqui em Pituaçu. Temos muitas gerações de alunos, artistas formados e professores de circo que passaram por aqui. A Picolino é mais do que uma escola, ela é um espaço cultural, é um espaço de formação de artistas de circo, mas também, um espaço que sempre esteve muito aberto a diversos artistas de outras áreas como músicos e dançarinos", pontuou.
Sobre atrair as novas gerações para o circo, levando em consideração que grande parte da juventude atual está mais interessada em equipamentos tecnológicos, Luana disse que, apesar desse fator, o circo consegue atender muitas crianças.
"A gente se reinventa. Estamos com uma turma cheia de alunos, de crianças. A previsão é aumentar o atendimento e voltar a ter 300 alunos. Essa é a nossa meta para 2026. Encher essa casa de alunos, porque as crianças precisam. Vamos movimentar esses corpos, trazer cultura, trazer arte pras vidas, porque não dá pra ficar só no celular", declarou.
Mais informações sobre a programação do festival podem ser consultadas pelo perfil @circopicolino.
Apresentações despertam sentimentos e emoções
O coordenador de produção do festival e do circo também concedeu entrevista ao MASSA!.
"A gente vai trazer artistas que passaram pelo circo e que hoje estão em outros lugares do Brasil e do mundo. São 14 dias de programação que vai ocupar toda Salvador. Pensamos em espalhar o festival porque o circo passou por alguns lugares como Barris, Rio Vermelho, Boca do Rio e outros", disse“.
Ele também enalteceu a importância do espaço. “O circo é um equipamento importante em Salvador que vem construindo gerações e gerações de artistas. Ele tem a magia de tocar sensibilidade, de tocar sentimentos nas pessoas”, declarou.
