
O amor está no ar, e na Copa do Mundo também! A chegada do Dia dos Namorados foi praticamente combinada com a estreia do Mundial, por isso, neste 12 de junho, nada melhor do que passar o dia coladinho com o seu amado ou amada assistindo um duelo entre Canadá e Bósnia à tarde ou um confronto com EUA e Paraguai à noite.
Brincadeiras à parte, Copa no Brasil sempre foi sinônimo de união, mas para os casais, pode significar um momento muitas vezes raro no relacionamento: torcer para o mesmo time. Aqui na Bahia, o que não falta é casal rival. A dupla Ba-Vi monopoliza a região, gerando inúmeros namoros que se completam em todos os quesitos, mas no futebol acabam ficando do outro lado do sofá, como João Daniel e Bruna Siquara.
“Sou Vitória desde que eu nasci, ia muito para o estádio Barradão, nunca deixo de acompanhar e me informar”, lembrou o rubro-negro. “Já eu sou Bahia desde o berço, cresci vendo os jogos e criando amor pelo time”, completou a empolgada tricolor.
Apesar de torcedores fervorosos, o casal tem o costume de assistir jogos juntos, se provocando, mas sempre de maneira saudável e respeitosa. “É sempre um momento muito legal de se reunir, fazer algo diferente. Rola bastante provocação, mas saudável. Antes da gente começar a namorar já rolava essa pirraça, mas nunca faltando com respeito”, indicou João Daniel.
Já para Bruna, ver os jogos em dupla é divertido, ainda mais se recordando de um Ba-Vi que o Bahia levou a melhor. “É bem tranquila a provocação, sempre na brincadeira. Para mim foi ótimo assistir o Ba-Vi juntos, porque o Bahia ganhou e fiquei zoando ele”, contou a torcedora do Esquadrão ao MASSA!.
Leia Também:
Mas agora, o casal se prepara para o seu primeiro Mundial junto, e finalmente, a oportunidade de estar torcendo pelos mesmos jogadores dentro do campo. “É muito bom a gente poder torcer e vibrar junto, a mesma energia por um objetivo em comum. É um dos poucos momentos que isso acontece no futebol. Porque por ser rival, raramente eu estou torcendo por uma vitória do Bahia e raramente ela está torcendo por uma vitória do Vitória”, destacou o torcedor do Leão. “É muito massa porque assim a gente pode finalmente torcer pelo mesmo time. Estou ansiosa para viver isso”, finalizou a tricolor baiana e brasileira.
Torcida em dupla já é tradição
Tem um outro casal neste Dia dos Namorados que não vive a rivalidade de forma tão ferrenha no dia a dia, mas que já vai para a sua quarta Copa do Mundo junto: Gustavo Fernandes e Islanna Borges. “Torço de leve para o Vitória, mas Gustavo é fanático, chego a acompanhar ele em alguns jogos na Fonte Nova. Nossa rivalidade é bem tranquila nisso”, detalhou a rubro-negra. “Sou sócio-torcedor do Bahia, mas ela vai comigo tranquilo para o estádio, o problema é quando é Ba-Vi que ela tem que controlar para não comemorar”, acrescentou o tricolor.
Depois de 2014, 2018 e 2022, o casal agora espera finalmente ver o Brasil conquistar o hexa, assistindo mais uma vez os jogos junto, e acreditando que a quarta vez é a da sorte. “Não acredito muito no título, mas quando começa a esperança aparece. Espero muito comemorar com ele e toda nossa família o hexa do Brasil”, afirmou Islanna. “Animado para assistir mais uma Copa do Mundo com ela, mas em relação ao Brasil não tanto, acredito que chega no máximo nas quartas de final”, concluiu Gustavo.
Moral para convocar rival?
Se tem rivalidade e provocação no dia a dia, na Copa é tempo de união, e nada melhor do que convocar um jogador do time rival para jogar o Mundial em nome do amor. “Eu convocaria Luciano Juba. Nessa temporada do Bahia foi o que mais se aproximou desse nível, e pela posição também, que é uma carência na Seleção”, exaltou o rubro-negro João Daniel. Já a outra torcedora do Leão seguiu uma linha diferente. “Eu levaria o Everton Ribeiro, já jogou uma e tem experiência”, disse Islanna.

No lado do Bahia, Gustavo chamaria o paredão rubro-negro para a Seleção. “Levaria o Lucas Arcanjo. Faz uma temporada muito boa, vamos ser justos”. Enquanto isso, a tricolor Bruna segue com a rivalidade aflorada, sem querer selecionar um jogador do Leão para o Brasil. “Não convocaria ninguém, prefiro torcer para o Brasil com esse time ou alguém do Bahia”, brincou a torcedora do Esquadrão.
*Sob a supervisão do editor Léo Santana
