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Relembre último Ba-Vi com o 'crème de la crème' de torcida mista

Presença das duas torcidas no clássico ocorreu pela última vez em fevereiro de 2018

Pedro Moraes
Pedro Moraes
Presença das duas torcidas no Ba-Vi ocorreu pela última vez em fevereiro de 2018
Presença das duas torcidas no Ba-Vi ocorreu pela última vez em fevereiro de 2018 |  Foto: Reprodução/TV Globo

Novinho, coroa, tiozão ou seja lá o que, se você torce para Bahia ou Vitória, jamais esquecerá do dia 18 de fevereiro de 2018, quando houve o último Ba-Vi com presença das duas torcidas rivais. Aliás, até mesmo quem não é torcedor recorda-se desse dia memorável, ainda que negativamente, para a história do clássico dos clássicos. Aquele domingo era para ser o 'Dia D' do chamado "Clássico da Paz", mas o clima amigável ficou longe de entrar em campo.

Com a ocorrência de uma audiência pública, realizada nesta quarta-feira (13), para discutir o retorno das torcidas mistas nos estádios da Bahia, a reportagem do Portal MASSA! vai levar você de volta para aquele duelo, que esteve mais para MMA do que para futebol.

Há mais de cinco anos, o Leão da Barra recebia o Esquadrão de Aço, no estádio Manoel Barradas (Barradão), pela 6ª rodada do Campeonato Baiano. Mandante do clássico, o Rubro-Negro baiano abriu o placar aos 34 minutos, com o atacante Denílson, aquele mesmo que fez o gol que nem o Rei Pelé fez.

Cerca de 16 minutos depois, eis o gol que botou a paz no brejo: Vinícius, o popular Vina, empatou em cobrança de pênalti para o Bahia e 'meteu dança' frente à torcida do Vitória, o que gerou revolta dos atletas rubro-negros.

O bafafá foi formado dentro das quatro linhas, atrás da trave de Fernando Miguel. Tal confusão gerou nove expulsões, com o Tricolor baiano faturando o resultado por W.O. após a quinta exclusão do time mandante.

O juiz, portanto, encerrou a partida com 34 minutos da etapa complementar e o placar empatado em 1 a 1. Do lado do Leão, Kanu, Denílson e Rhayner foram expulsos, além de Uillian Correia (após falta em Zé Rafael), e Bruno Bispo (que impediu a cobrança de falta).

O zagueiro Kanu recebeu destaque especial, já que, ao estilo fera selvagem, disparou vários sopapos em direção à Vina. Por outro lado, Vinícius, Lucas Fonseca, Edson e Rodrigo Becão também foram para o chuveiro mais cedo. Ao todo, cerca de 17 cartões foram distribuídos pelo árbitro - oito amarelos e nove vermelhos.


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Bala e fogo

Pouco menos de um ano antes, Bahia e Vitória haviam entrado em campo, desta vez na Arena Fonte Nova. O Ba-Vi, da mesma forma, ficou marcado por um fato lamentável. Após uma hora da finalização do confronto, uma briga fora da praça esportiva deixou um torcedor tricolor morto e outro ferido atingido por pipocos.

O novo bafafá fez com que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recomendasse ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) a decisão da torcida única nos clássicos Ba-Vis, quer perdura até os tempos atuais.

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