
Todo barco precisa de um bom comandante para guia-lo rumo ao seu objetivo definir a rota, cuidar da segurança e chegar ao destino certo. Na náutica, essa liderança faz toda a diferença entre o sucesso da viagem e o naufrágio, assim como acontece no futebol. No caso da dupla Ba-Vi, Jair Ventura e Rogério Ceni são os responsáveis pelo leme das suas tripulações, e embora estejam distantes no mar (e na tabela do Brasileirão), com o Tricolor em 6º lugar, e o Leão na 12ª colocação, as embarcações rivais chegam para o último clássico do ano, neste domingo (23), no Barradão, em momentos opostos.
O Esquadrão, apesar de estar invicto desde o retorno da temporada, vem de uma sequência de cinco empates e o seu torcedor já vê um barco à deriva, com o comandante sob pressão total para pular do barco. Já o Rubro-Negro atravessa fase de total confiança em seu comandante, após guiar os tripulantes às quartas da Copa do Brasil e se recuperar na Série A sobre o Botafogo.
“Foi uma das melhores produções da nossa equipe no meu comando. Fizemos 22 finalizações. Nosso jogo foi muito seguro, conseguimos criar bastante e ficar com a bola. Gostei dos três atacantes, pode ser que a gente mantenha, mas depende do adversário”, despistou Jair Ventura sobre uma possível formação no clássico do próximo fim de semana.
Já o momento difícil que atravessa o barco tricolor ficou refletido nas declarações de Ceni após o empate amargo com a Chapecoense em Santa Catarina. “Falta malandragem, concentração. Não pode ceder tantas oportunidades. Falta de foco, temos treinado até mais. Menos tempo de folga, descanso, mais tempo de treinamento. Tem que ter poder de fazer as coisas, atitude dentro do campo para não sofrer o que sofremos”, lamentou o comandante.
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Independente das fases das equipes, o clássico sempre é “um jogo à parte”, e o Vitória aposta na força do Barradão para ganhar do seu maior rival, enquanto o Bahia quer aumentar o aproveitamento de Ceni nos confrontos com Jair. O ex-goleiro venceu seis dos nove encontros com o treinador adversário, além de dois empates e uma derrota. Já no comando dos clubes baianos, o placar está em 2 a 1 para Rogério, com também um empate em quatro jogos.
O confronto fora dos gramados é marcado ainda por trabalhos de longevidade: Ventura está no Colossal desde setembro de 2025, próximo de completar um ano, com 57 jogos, 28 vitórias, nove empates e 20 derrotas, em um aproveitamento de 54,4%. Do outro lado, Rogério está no cargo desde setembro de 2023, com 199 jogos, 101 triunfos, 43 empates e 55 derrotas, totalizando 58% de aproveitamento.
Portanto, o segundo clássico do Campeonato Brasileiro promete um mar pesado para ambos os comandantes, onde quem perder poderá naufragar com a sua embarcação, e quem vencer seguirá cheio de confiança rumo ao destino final da temporada.
*Sob a supervisão do editor Léo Santana

