
O presidente da Juazeirense e deputado estadual, Roberto Carlos, ficou na bronca com a arbitragem da partida entre Bahia e Juazeirense, realizada neste domingo (8), no estádio Adauto Moraes, pela 7ª rodada do Campeonato Baiano. O árbitro Eziquiel Sousa Costa registrou em súmula que o parlamentar teria ameaçado mandá-lo prender após o fim do jogo.
Segundo o relato do árbitro, Roberto Carlos se dirigiu à equipe de arbitragem de forma exaltada, com dedo em riste, e teria proferido ofensas e ameaças. Entre as falas descritas na súmula estão acusações de roubo e a declaração de que poderia mandar prender o árbitro por ser “autoridade”. O dirigente precisou ser contido por policiais militares que estavam no local.
A revolta do presidente da Juazeirense aconteceu por causa de um pênalti marcado e depois anulado para o time do interior nos minutos finais da partida. Inicialmente, o árbitro assinalou toque de mão do zagueiro Gabriel Xavier, mas voltou atrás na decisão, mesmo sem o auxílio do árbitro de vídeo (VAR), já que essa fase do Baianão não conta com a tecnologia.
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A anulação ocorreu após conversa entre o árbitro principal e o bandeirinha, que concluíram que a bola teria atingido o rosto do defensor. O lance gerou tanta polêmica que foi alvo de reclamação até do técnico do Bahia, Rogério Ceni.
“Depois que colocaram o VAR no Baiano ficou assim, né? O mais impressionante é a convicção com que o árbitro marca o pênalti. Aí você vai lá brigar pela verdade e leva cartão. Deve ter vindo uma voz do além para dizer que bateu no rosto do jogador”, disparou Ceni.
