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Novamente! - 07/08/2023, 21:24 - Santiago Oliveira

Nepotismo? Filho de gestor da CBDU vaza de competição mundial zerado

A CBDU divulgou em julho a convocação de Jackson e Tayná, campeões da seletiva nacional, mas não mencionou a presença de Leandro Cabral

Leandro Cabral, filho do presidente da CBDU, Luciano Cabral, disputa torneio de tênis da Universíade na China
Leandro Cabral, filho do presidente da CBDU, Luciano Cabral, disputa torneio de tênis da Universíade na China |  Foto: CBDU

Luciano Cabral, presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), levou seu filho Leandro Cabral, de 21 anos, para participar da Universíade e representar o Brasil na maior competição esportiva universitária do mundo, que este ano está sendo realizada na China. Leandro, porém, não passou pela seletiva nacional e, mesmo assim, representou o País no tênis.

A CBDU divulgou em julho a convocação de Jackson e Tayná, campeões da seletiva nacional, mas não mencionou a presença de Leandro Cabral. Ele perdeu as duas partidas de simples que disputou por 6/0 e 6/0, ou seja, sem ganhar um game sequer. Jackson e Leandro também disputaram uma partida de duplas, e o Brasil perdeu por 2 sets a 0, novamente 6/0 e 6/0.

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A denúncia foi feita por meio do Instagram do ex-tenista e hoje treinador Neco Haddad Bartos, e foi repercutida pela primeira vez pelo UOL. A CBDU recebe dinheiro público, ano passado foram R$ 24 milhões vindo das Loterias, via repasse do Governo Federal. Procurada pelo ge, a entidade foi direta: "A CBDU, assim como Luciano Cabral, não vão se posicionar".

A primeira derrota de Leandro em simples foi para o suíço Henry Der Schulenburg, que acabou campeão do torneio. A segunda derrota foi para Lucky Candra Kurniawan, da Indonésia, e durou apenas 25 minutos.

"Simplesmente a Confederação Brasileira do Desporto Universitário, a CBDU, colocou, na surdina, achando que ninguém ia descobrir, o filho do presidente para jogar a universiade na China que está acontecendo agora, sem ele ter jogado nenhuma seletiva ou participado de qualquer competição universitária nacional. Por favor, não vamos deixar isso passar em branco! É um tapa na cara do esporte brasileiro! Peço para que ajudem compartilhando essa situação inaceitável e cobrando respostas da confederação e das autoridades. Não dá mais!", escreveu Neco Haddad, que, em 2019, acabou não disputando as Universíades de Nápoles mesmo sendo o campeão da seletiva nacional.

A Universíade é uma competição muito respeitada internacionalmente. O Brasil já conquistou diversas medalhas no evento, mas, apenas para citar exemplos recentes, Paulo André Camilo foi campeão das Universíades em 2019, nos 100m e 200m, mesmo ano em que Alison dos Santos foi ouro nos 400m com barreiras. Arthur Zanetti, da ginástica artística, foi bicampeão nas argolas, em 2011 e 2013. Nesta edição chinesa, o Brasil conquistou sete medalhas de prata e seis de bronze.

Caso na Somália

A presidente da federação de atletismo da Somália, Khadija Aden Dahir, foi suspensa por acusações de nepotismo após sua sobrinha Nasra Abukar fazer o pior tempo da história dos 100m rasos, mais de 22 segundos. A investigação é para saber se Nasra teria sido beneficiada para competir nos Jogos Mundiais Universitários por ser parente do vice-presidente.

Além de nepotismo, Dahir foi acusada de "abuso de poder" e "difamar o nome da nação". Não existe qualquer registro de Nasra participando de outros grandes eventos ou que possam comprovar que a jovem é atleta.

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