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não passarão - 31/03/2023, 13:46 - Santiago Oliveira

Nelson Piquet é condenado e Hamilton celebra conquista contra racismo

Heptacampeão mundial da F-1 comemora decisão da 20ª Vara Cível de Brasília

Piloto inglês festeja que no Brasil tenha sido tomada atitude em combate ao racismo
Piloto inglês festeja que no Brasil tenha sido tomada atitude em combate ao racismo |  Foto: Martin KEEP / AFP

O tricampeão mundial da Fórmula 1, Nelson Piquet, foi condenado nesta semana a pagar R$ 5 milhões destinados a entidades de promoção da igualdade racial e combate à LGBTQIA+fobia. A condenação aconteceu nove meses após falas racistas e homofóbicas sobre o piloto inglês Lewis Hamilton proferidas pelo brasileiro se tornarem conhecidas.

"Logo que isso aconteceu, eu comentei sobre isso e ainda acredito que não devemos dar atenção para essas pessoas cheias de ódio. Mas eu gostaria de reconhecer o que o governo do Brasil fez, é impressionante que tenham responsabilizado alguém e mostrado às pessoas que isso não é tolerado. Racismo e homofobia não são aceitáveis, não há lugar para isso em nossa sociedade. Por isso, amo que tenham mostrado que eles se posicionam", comemorou Hamilton.

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As falas de Piquet foram retiradas de uma entrevista de 2021, que viralizou na internet apenas em junho passado. Nela, o ex-piloto brasileiro chama Hamilton duas vezes de "neguinho", ao opinar sobre a batida do heptacampeão com seu genro, o bicampeão Max Verstappen, no GP da Inglaterra de 2021.

"O 'neguinho' meteu o carro e deixou. O Senna não fez isso. O Senna não fez isso. Ele foi, assim, 'aqui eu arranco ele de qualquer maneira'. O 'neguinho' deixou o carro. É porque você não conhece a curva. É uma curva muito de alta, não tem jeito de passar dois carros e não tem jeito de passar do lado. Ele fez de sacanagem", disse Piquet na entrevista.

Entidades de promoção da diversidade racial e da comunidade LGBTQIA+ processaram Piquet. A ação foi acatada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP-DTF e, no início de março, o órgão solicitou a condenação do ex-piloto, que foi confirmada pelo juiz Pedro Matos de Arruda.

"Esta ofensa é intolerável. Mais ainda quando se considera a projeção que é dada quando é uma pessoa tão reconhecida e tão admirada como o réu. Assim, tenho que o dano moral coletivo está caracterizado, porque houve ofensa grave aos valores fundamentais da sociedade. Desta forma, considerando que o réu se propôs a pagar mais de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) para ajudar na campanha eleitoral de um candidato à presidência da república (Jair Bolsonaro), objetivando certamente a melhoria do país segundo as suas ideologias, nada mais justo que fixar a quantia de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) – que é o valor mínimo de sua renda bruta anual – para auxiliar o país a se desenvolver como nação e para estimular a mais rápida expurgação de atos discriminatórios", declarou o magistrado na sentença.

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