
O Bahia venceu o Vasco por 1 a 0, em São Januário, na noite de quarta-feira (11). Apesar do triunfo do Tricolor, em grande parte do jogo a equipe precisou usar a experiência para administrar o tempo e se defender da pressão do adversário. Após o jogo, em entrevista coletiva, Rogério Ceni foi questionado sobre a chamada 'cera' no futebol.
O ato de 'fazer cera', é comum em todo o planeta, mas tem marcado o futebol brasileiro nos últimos anos, com jogadores fingindo lesões, exagerando impactos e até retardando a reposição da bola para conseguir uns minutinhos a mais.
Na partida de ontem, por exemplo, a bola rolou por apenas 52:03 minutos dos 107:11 disputados, o que representa 55:08 minutos de jogo parado. Ou seja, apenas 51,4% do tempo da partida houve futebol de fato. Os dados foram divulgados pelo 365 Scores.
Para o treinador e ex-goleiro, a prática tem que ser regrada com punições. "Se quiser melhorar o futebol brasileiro, tem que ter uma regra. Por exemplo: se um jogador fingir que levou um soco no rosto e o impacto foi no peito, ele tem que ser advertido por tentar enganar o árbitro. Acho que só através disso", iniciou.
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A medida, segundo Ceni, deve ser estendida também para os goleiros que, por muitas vezes, enrolam com a retenção da bola. "Agora tem contagem para o goleiro repor a bola, mas e no tiro de meta? Isso tem que ser uma regra. Se o jogador cair e não tiver lesão, tem que ser substituído, dois minutos fora, tem que tomar providências para o jogo ficar mais ágil. Quando eu jogava, fazia, mas é do jogo. Dá para se melhorar bastante nisso, principalmente para o torcedor", finalizou.
O próximo desafio do Esquadrão de Aço será no sábado (14), contra a Jacuipense, pela penúltima rodada da primeira fase do Baianão. A partida está prevista para às 16h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
