
O Campeonato Brasileiro pode ganhar uma dor de cabeça daquelas na reta final da temporada. Dirigentes de clubes da Série A passaram a discutir, nesta terça-feira (29), a possibilidade de uma paralisação da competição por causa do impacto financeiro provocado pela proibição das casas de apostas no Brasil. Até o momento, porém, não existe decisão oficial para suspender o Brasileirão.
A ideia de parar o campeonato entrou nas conversas entre cartolas como uma das formas de pressionar por uma solução para contratos de patrocínio fechados antes da mudança nas regras.
A Medida Provisória nº 1.394, publicada pelo Governo Federal no último dia 25 de setembro, proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país. A MP já está em vigor, embora ainda precise passar pelo Congresso Nacional para se tornar permanente.
Clubes querem mais tempo
Um dos principais pontos defendidos nos bastidores é a criação de um período maior de adaptação. Entre as possibilidades discutidas estão prazos que variam de seis meses a um ano para que os times consigam reorganizar as finanças e buscar novos patrocinadores antes da retirada definitiva das marcas de apostas.
O tamanho do problema ajuda a explicar a pressão. 14 dos 20 clubes da Série A tinham uma casa de apostas como patrocinadora máster quando a medida foi anunciada.
Algumas equipes já começaram a sentir o impacto. O Santos, por exemplo, suspendeu seu contrato com a Novibet e passou a buscar alternativas de patrocínio depois da proibição.
Reunião com governo não rolou
Clubes e federações tinham sido convidados para uma reunião com representantes do Governo Federal em Brasília nesta terça-feira. O encontro serviria justamente para discutir os impactos da proibição das bets no futebol e possíveis alternativas financeiras.
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A reunião, porém, acabou adiada. Segundo o ge, houve dificuldade para que os clubes enviassem representantes com pouca antecedência. Outros relatos publicados nesta terça apontam também insatisfação entre dirigentes e uma articulação para esvaziar o encontro. Uma nova reunião deve acontecer depois do primeiro turno das eleições.
Os clubes também querem uma participação maior da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nas conversas sobre o assunto.
E a dupla Ba-Vi?
Na Bahia, os efeitos são diferentes para os dois principais clubes do estado. O Bahia não tinha uma casa de apostas como patrocinadora no momento em que a MP foi publicada e, por isso, não sofre a mesma perda imediata de receita com patrocínio máster.
Já o Vitória possui vínculo de patrocínio com a 7K Bet e está entre os clubes diretamente atingidos pela nova regra.

