
O Ministério Público da Bahia (MPBA) pediu a condenação de integrantes da torcida organizada Bamor e o pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.
A denúncia, protocolada na última sexta-feira (2), aponta que dez pessoas ligadas à presidência e à diretoria da torcida teriam participado de uma estrutura criminosa envolvida em crimes como organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.
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A acusação foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da Operação Inquisição. Os denunciados estão presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Além da indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 2 milhões, o MPBA também pediu o pagamento de indenizações às vítimas por danos materiais e morais, e a manutenção das prisões preventivas.
Segundo a acusação, os denunciados integravam uma estrutura criminosa considerada estável e organizada, com divisão de funções. O MP afirma que os crimes teriam ocorrido em julho deste ano e estariam relacionados a uma espécie de punição privada contra pessoas apontadas pela diretoria da torcida como responsáveis por supostos desvios internos.

Entenda o caso
De acordo com a denúncia, duas pessoas teriam sido submetidas a sessões de violência física e psicológica dentro da estrutura da torcida organizada. O objetivo seria obter confissões sobre supostas irregularidades relacionadas ao sistema de gestão de associados da Bamor.
Ainda segundo o MPBA, os investigados teriam agido de forma coordenada, com funções previamente divididas e utilizando a sede da torcida para a prática dos crimes.
Quem são os denunciados?
Entre os denunciados estão:
➡️ Matheus Pires Castro — presidente da Bamor
➡️ Luciano da Silva Venâncio — vice-presidente
➡️ Gabriel Pereira Silva — diretor-geral
➡️ Daniel Sena Duarte — diretor de sede
➡️ Ricardo Henrique Almeida da Silva — diretor de marketing
➡️ Diego Allan Conceição Sacramento — diretor de patrimônio
➡️ Ivã Cleiton de Jesus Santos — diretor de bateria
➡️ Luiz Wagner da Silva Santana — diretor de sede
➡️ Alan Rafael Regis Alves de Aquino — diretor financeiro
➡️ Fernando Santana Esquivel — policial militar apontado como integrante da torcida organizada.
O MPBA requer que cada denunciado seja condenado pelos crimes atribuídos individualmente a ele. A denúncia ainda será analisada pela Justiça.
Bamor se pronuncia
Na última quarta-feira (30), a torcida organizada se posicionou a favor das investigações:
"A instituição não pretende antecipar conclusões, relativizar fatos ou interferir no trabalho das autoridades. Defende, contudo, que toda ocorrência de natureza grave seja apurada com o devido rigor, à luz dos parâmetros legais aplicáveis, da igualdade perante a lei, da transparência possível e da necessária individualização de eventuais responsabilidades", diz trecho de nota.

