
O Vitória foi condenado a pagar cerca de R$ 7 milhões após um recurso ser aceito pela Justiça do Trabalho em um processo movido pelo jogador Lucas Braga, que deixou o Rubro-Negro em fevereiro deste ano. O Leão da Barra pretende recorrer da medida.
Em nota, o clube baiano informou que considera a multa compensatória "indevida". Por isso, o Departamento Jurídico irá "adotar as medidas recursais cabíveis para buscar a reforma da decisão" e apresentá-las à Justiça.
"O Clube reafirma sua confiança na análise do caso pelas instâncias competentes e informa que continuará defendendo seus interesses com responsabilidade e respeito à legislação aplicável", finalizou o comunicado.
Entenda o que ocorreu até virar caso de Justiça
Contratado em fevereiro de 2025 por cerca de R$ 10 milhões pela compra de 50% dos direitos econômicos, em negociação com o Santos, Lucas Braga ficou cerca de um ano no Vitória. Após 35 jogos, o atleta esteve afastado desde novembro do ano passado e, no início desta temporada, acionou a Justiça do Trabalho alegando que foi impedido de se reapresentar com o elenco.
Leia Também:
Além disso, pediu a rescisão contratual e afirmou estar com salários, direitos de imagem, 13º e outras verbas atrasados. A defesa solicitou que Lucas recebesse uma indenização de R$ 13 milhões por todos os valores em atraso, destacando que R$ 6 milhões referentes aos direitos de imagem fossem discutidos pela Justiça Cível.
Neste cenário, a Justiça do Trabalho aceitou o pedido de rescisão do jogador, que foi publicada no Boletim Informativo Diário (BID), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no dia 20 de fevereiro. Desde então, não atuou mais por nenhum clube.

