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Entrevista - 14/01/2026, 09:30 - Vinicius Viana

Hit, fé e carnaval: O Kannalha abre o jogo sobre bastidores do sucesso

Artista ganhou o Brasil com hit ‘O Baiano Tem o Molho’

Danrlei Orrico, conhecido artisticamente como O Kannalha
Danrlei Orrico, conhecido artisticamente como O Kannalha |  Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Com apenas cinco anos de carreira, o cantor Danrlei Orrico, de 28 anos, conhecido artisticamente como O Kannalha, saiu dos paredões e palcos do pagodão baiano para ganhar o Brasil. Nascido em Camaçari, na Bahia, o artista estourou nacionalmente há cerca de um ano com o hit ‘O Baiano Tem o Molho’, rompendo de vez a bolha do gênero. Em entrevista ao MASSA!, ele relembra essa virada, fala sobre fé, família e bastidores da trajetória, e conta como o “Ensaio do Maridão” se transformou em um movimento do verão.

“Parece que tudo foi rápido, mas sempre foi muito difícil. Existia uma resistência. Espero que essa porta esteja aberta para que outras pessoas também possam representar. Sinto-me honrado e abençoado por ser um dos porta-vozes da nossa Bahia, da nossa cultura e da nossa música”, afirmou O Kannalha.

Rompendo a bolha do pagodão

Ao ser questionado sobre a impressão de que teria rapidamente rompido a bolha do pagodão, O Kannalha destacou que o gênero baiano já se espalha pelo país há muito tempo, e que o que parece novidade é apenas parte de um processo histórico que vem acontecendo há décadas.

“Eu não sei o que estava acontecendo, mas a galera vem se impressionando demais com os lugares aonde a nossa música tem chegado. Eu acho que o pagode já furou essa bolha há muito tempo. Temos grandes representantes do pagode; eu sou apenas mais um dos porta-vozes e pretendo fazer isso com responsabilidade e excelência. Me sinto guiado pela minha ancestralidade, pela minha fé, e é isso que tem me levado a esses lugares”, declarou.

O Kannalha ganhou o Brasil
O Kannalha ganhou o Brasil | Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

A família lhe ensinou a valorizar cada conquista

Quando o assunto virou família, O Kannalha revelou que, enquanto o público vê apenas os dias de glória, são os parentes que acompanham as quedas, o choro e a rotina fora dos holofotes. “Minha família vê os dias de luta, quando eu perco, quando eu choro. No meio artístico, tudo tem que ser mil maravilhas, mas a gente nunca se apegou a isso. Sempre trabalhou com verdade”.

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Ele também contou como a família o ensinou a valorizar conquistas recentes, como o Prêmio Multishow. “Depois que ganhei o prêmio, eles queriam que eu fizesse uma festa, botasse trio. Eu dizia que não, para não parecer que eu estava querendo me amostrar. Depois entendi que era por merecimento, por saberem da minha luta. Aprendi com eles sobre resiliência e sobre comemorar”.

O “Ensaio do Maridão” e o nascimento do “molho”

De acordo com O Kannalha, o “Ensaio do Maridão” começou quase sem pretensão e acabou se tornando o epicentro de um dos maiores movimentos do verão baiano. O diferencial do projeto, segundo ele, surgiu de forma orgânica, em diálogo direto com o público.

“Eu nem tinha preparado nada. Disse que ia fazer o ensaio do molho e, através da conexão com a galera, a gente ia descobrir o que ia conectar. Foi daí que surgiu ‘O Baiano Tem o Molho’. Chegar no próximo ensaio com a música premiada, vivendo tudo isso, fazendo parte da nossa cultura e da nossa música baiana… eu me sinto muito honrado. Hoje, com muita humildade e pé no chão, a gente tem noção da responsabilidade do espaço que ocupa”.

O Kannalha não preparou um lançamento específico para o Carnaval
O Kannalha não preparou um lançamento específico para o Carnaval | Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Carnaval sem música nova, mas focado em hit de sucesso

Em clima de folia, O Kannalha revelou que, diferente do esperado, não preparou um lançamento específico para o Carnaval de Salvador, pois o foco agora é observar o impacto de “O Baiano Tem o Molho” durante a maior festa de rua do país.

“A gente está vendo o ‘molho’ espalhado por todo o verão: na rua, nas brincadeiras, nas entrevistas, no marketing das TVs, das bandas. Virou um novo dialeto da gente se comunicar. A gente não preparou música nenhuma. Só está observando até onde o nosso trabalho chegou: sendo citado nas ruas, na dança, na cultura. Está sendo muito interessante ver isso de pertinho”, finalizou.

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