
Turistas e soteropolitanos aproveitaram bastante a virada do ano em Salvador. Com disposição de sobra e agenda cheia, moradores e visitantes reforçam a fama de “inimigos do fim”, estendendo as celebrações do Réveillon para além da madrugada e ocupando a cidade com música, praia e encontros coletivos.
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Foi nesse clima que Roger da Silva Santos, de 26 anos, e Carlos Nascimento, de 39, conversaram com o Grupo A TARDE nesta quinta-feira (1°) durante o Pôr do Som, projeto anual idealizado por Daniela Mercury que transforma o entardecer do Farol da Barra em um grande palco a céu aberto.
Roger começou o ano novo no Rio Vermelho, seguiu para a praia ainda pela manhã e, sem pensar em descanso, encerrou o dia acompanhando o show de Daniela. Para ele, a maratona é parte da identidade local:
“Coisas leves. Baiano tem essa disposição. Vou ficar até o final”, disse, em tom bem-humorado, resumindo o espírito de quem não abre mão de aproveitar cada momento.

Já Carlos Nascimento, que veio de Itapetinga, mostra que ser “inimigo do fim” também exige planejamento. Ele passou o Réveillon no Festival Virada Salvador e reservou o primeiro dia do ano para acompanhar Daniela Mercury. “Para a logística funcionar já tem que começar pensando no próximo Réveillon. Salvador não tem jeito, é a terra do axé. A gente tem que vir aqui reenergizar sempre”, afirmou.

A programação, no entanto, não termina tão cedo. Segundo Carlos, a ideia é aproveitar Salvador ao máximo. “Ontem a gente estava lá, viramos com Ivete Sangalo e hoje estamos aqui esperando Daniela Mercury. A gente vai ficar aqui até o final do mês e depois voltamos para o Carnaval”, contou.
