
Nesta terça-feira (17), último dia de Carnaval, o Dia Nacional do Axé Music será celebrado pela primeira vez. A data que celebra o movimento musical baiano não passará “batida”. Haverá um evento, com direção artística assinada pelo fera Manno Góes, na Praça das Artes, no Pelourinho, a partir das 22h, batizado de “Homenagem ao Dia Nacional do Axé Music”, pilotado pela cantora Angela Velloso e o cantor Guigga Maraká, com participações especiais de nomes pioneiros da cena, como a primeira cantora da banda Cheiro de Amor, Laurinha Arantes, Zé Honório, Marcionílio Prado, Zé Paulo, Carla Visi, Gerônimo Santana e Joka Groove (ex-Banda Mel).
“Celebrando o Dia Nacional da Axé Music, dia 17/02, terça-feira de Carnaval, faremos uma homenagem na Praça das Artes, às 22h, a esse reconhecimento tão importante. Um projeto de lei de nossa querida Lidice da Mata, que sempre apoiou e defendeu a força da cultura da Bahia”, anunciou Manno Góes.
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Manno também enalteceu os precursores do movimento: “São fundadores de uma linguagem, pioneiros de um som que redefiniu o que era música pop feita no Brasil. Eles cantaram quando o Axé ainda era visto como regional, quando não tocava nas rádios nacionais, quando os palcos eram caminhões e as ruas eram o principal público. A Axé Music não existiria hoje sem esses personagens tão talentosos que pavimentaram o caminho que hoje chamamos de AXÉ!!!”.
O axezeiro destacou ainda a importância deste reconhecimento nacional:
“O Dia Nacional do Axé é fundamental porque ele reconhece oficialmente um dos maiores movimentos culturais do Brasil. Ter uma data nacional é preservar sua memória, ensinar às novas gerações de onde ele veio e garantir que o Axé seja tratado como patrimônio cultural. O Dia Nacional do Axé afirma que essa música faz parte da história do Brasil e merece ser celebrada, respeitada e protegida. Portanto, celebrar essa data com um show especial é afirmar uma identidade cultural, um legado afro-baiano que transformou a música brasileira e projetou Salvador para o mundo. Uma força cultural que mudou nossa cidade, nossa economia, nossa força de atração turística e econômica. E, como todo grande catalisador cultural, ele só existe porque pessoas reais o construíram, passo a passo, palco a palco.”
