
Camisinha, DIU, pílula… esses são alguns dos termos que começam a aparecer quando a vida sexual tem início. Apesar de ainda ser tratado como tabu em muitos espaços, falar sobre métodos contraceptivos é essencial. Eles são as únicas formas eficazes de evitar uma gravidez indesejada e, não menos importante, de se proteger contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
O método mais conhecido segue sendo a camisinha, classificada como de barreira e disponível tanto na versão externa quanto interna. Além de evitar a gravidez, ela é a única que também protege contra ISTs, o que reforça sua importância mesmo quando combinada com outros métodos. Ainda assim, muita gente segue “na fé” ou sem informação suficiente, o que pode trazer riscos.
Para quem ainda vive "ao deus-dará", o MASSA! preparou uma lista com cada tipo de método anticoncepcional, que em sua maioria são ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), confira:
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Os métodos do SUS
No Brasil, o acesso à contracepção é garantido como um direito, e o SUS oferece gratuitamente uma série de opções. Entre elas estão o DIU de cobre, anticoncepcionais orais, injetáveis mensais e trimestrais, pílulas de progestogênio, preservativos, a pílula do dia seguinte (que só pode ser usada em emergências) e o implante subdérmico, conhecido como Implanon.
Segundo o Ministério da Saúde, todos estes métodos estão disponíveis:
➡️ DIU de cobre
➡️ Anticoncepcional oral
➡️ Anticoncepcional injetável mensal
➡️ Anticoncepcional injetável trimestral
➡️ Pílula de progestogênio isolado
➡️ Pílula do dia seguinte
➡️ Preservativos internos e externos
➡️ Implante subdérmico — Implanon
➡️ Cirurgias: laqueadura e vasectomia
Pelas regras atuais (Lei 14.443/2022), quem deseja laqueadura ou vasectomia precisa ter:
➡️ mais de 21 anos ou
➡️ dois filhos vivos.
Não é mais necessária autorização do cônjuge.
E afinal, como escolher o método certo?
Cada método funciona de uma forma diferente e possui níveis distintos de eficácia. A pílula, por exemplo, impede a ovulação, mas exige disciplina no uso diário. Já o DIU atua impedindo a fecundação e pode durar anos.
O Implanon, por sua vez, é considerado um dos métodos mais eficazes disponíveis hoje, com mais de 99% de proteção, justamente por não depender do uso diário. Inserido no braço, ele libera hormônios de forma contínua e pode durar até três anos.
Segundo a biomédica Beatriz Saldanha, a escolha do método ideal passa necessariamente por uma avaliação individual. “A pílula ainda é indicada, mas não é para todo mundo. Pacientes com histórico de trombose ou que fumam, por exemplo, precisam de atenção redobrada. Além disso, o problema muitas vezes não é a eficácia, mas o uso incorreto. A pílula exige rotina e disciplina”, explica.
Para a profissional, é justamente por isso que métodos de longa duração têm ganhado cada vez mais espaço:
“O Implanon tem uma taxa de eficácia muito alta porque não depende do comportamento da paciente. Mas isso não significa que ele seja o melhor para todas. Algumas mulheres não querem menstruar, e o implante pode causar sangramentos irregulares. Tudo depende do objetivo e do organismo de cada uma”, completa.

O método mais seguro do mundo
O Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros do mundo, com eficácia superior a 99% e taxa de falha de aproximadamente 0,05%. A estudante de humanidades da UFBA, Ada Beatriz, decidiu pelo implante após conversar com uma ginecologista.
“Ela me apresentou várias opções, como pílula, DIU e injeção, mas recomendou o Implanon justamente por não precisar lembrar todos os dias. Eu sabia que poderia esquecer a pílula, então preferi algo mais prático”, conta.
Ela também relata que o processo pelo SUS foi mais simples do que imaginava. “Fui a uma unidade de saúde perto de casa, passei por uma entrevista e, como tenho diagnóstico de ansiedade, tive prioridade. Levei a receita, assinei os documentos e já saí com o agendamento. Um mês depois, fiz a colocação. Antes disso, precisei fazer um teste de gravidez na própria unidade”, explica.

A adaptação foi tranquila: “Senti dor só nos primeiros dias, depois ficou apenas um pouco sensível. Tive um leve sangramento de escape, mas nada demais. Hoje me sinto muito mais protegida e tranquila”, afirma.
Apesar das vantagens, especialistas reforçam que não existe método perfeito ou universal. A melhor escolha é sempre aquela que leva em conta a saúde, o estilo de vida e as preferências da pessoa.
Independentemente do método escolhido, a recomendação continua sendo a mesma: apostar na dupla proteção, combinando um método contraceptivo com o uso da camisinha, garantindo não apenas a prevenção da gravidez, mas também das ISTs.
