
A famosa harmonização facial, feita com o ácido hialurônico, substância que o próprio corpo produz e que funciona para dar firmeza e volume, se popularizou no Brasil nos últimos anos. Pessoas que se queixam de lábios finos, olheiras fundas, entre outras questões, recorrem ao procedimento que deixa a área com o aspecto de preenchido.
O diferencial é que o ácido hialurônico também pode ser aplicado em uma região 'inusitada': o pênis. A procura pelo procedimento aumentou, já que, segundo uma pesquisa conduzida pela Butterfly Foundation, 34,2% dos jovens do sexo masculino relataram algum nível de insatisfação com a própria imagem corporal.
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E para quem está insatisfeito com o próprio pênis, existe solução. Segundo o Dr. Lucas Stocco, urologista da Homenz, rede de clínicas especializadas em saúde e estética masculina, é possível corrigir ‘pequenas imperfeições’, sem dor.
Quem pode fazer?
De acordo com o urologista, o método é indicado sempre após uma avaliação individual. “Avaliamos principalmente a anatomia do paciente, o grau de insatisfação estética, a presença de assimetrias leves e, sobretudo, se as expectativas são realistas”, explica.
No Brasil, a média do pênis é de 15,7 cm, o que deixa o país na 20° posição de locais com maior tamanho médio do órgão, segundo uma publicação do World Population Review de 2024.

No entanto, o preenchimento com ácido hialurônico tem como finalidade dar aquela ‘acertada’ em imperfeições. O urologista ainda acrescenta que em casos de pênis curvo ( torto), o preenchimento não consegue resolver:
"O preenchimento pode corrigir ou melhorar uma simetria leve que incomode o paciente, mas não age em casos de pênis com curvatura acentuada. Já a simetria leve pode ter, sim, uma boa resposta."

E o sexo, muda?
Ainda de acordo com o Dr. Lucas Stocco, a aplicação do ácido não interfere na função sexual, sem impacto direto na ereção. “O que observamos na prática é que, com a melhora da autoestima, muitos pacientes relatam uma melhora na relação sexual, mas isso não é um efeito direto do preenchimento”, relata.
O procedimento pode ser repetido quantas vezes o paciente desejar, sem restrições. Na hora da aplicação, é feito o uso de anestesia local, a aplicação tem duração média de 30 a 40 minutos e permite retorno quase imediato às atividades leves:
"Nos dias seguintes, recomenda-se evitar relações sexuais, reduzir esforços físicos e respeitar o tempo de recuperação do organismo, pode haver leve edema ou sensibilidade, efeitos esperados e temporários. Essas reações fazem parte do processo e costumam desaparecer em pouco tempo, desde que as orientações médicas sejam seguidas corretamente”, acrescenta.
Quanto tempo dura?
A substância é absorvida pelo corpo com o tempo. O médico explica que a durabilidade média varia entre 12 e 18 meses, dependendo das características individuais e do metabolismo de cada paciente.
Com a avaliação individual, cada paciente terá um preenchimento personalizado, incluindo aqueles que apresentam comorbidades como distúrbios de coagulação, doenças autoimunes, uso de anticoagulantes ou histórico de cirurgias íntimas.
“Em alguns casos, o procedimento pode ser contraindicado ou adiado. Em outros, pode ser realizado com ajustes no planejamento. O histórico clínico completo é fundamental para garantir segurança e definir se a aplicação é realmente indicada para aquele paciente”, alerta o médico.
*Sob a supervisão da editora Amanda Souza
