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Vandalismo em Salvador: ataques a ônibus aumentam em dias de jogos

Três coletivos foram vandalizados neste final de semana

Casos mais recentes ocorreram no domingo (23)
Casos mais recentes ocorreram no domingo (23) |  Foto: Rafaela Araújo/ Ag. A TARDE/Arquivo/Ilustrativa

Ao menos 20 ônibus coletivos foram alvos de vandalismo só entre os meses de janeiro e agosto deste ano, em Salvador, conforme levantamento do Sindicato dos Rodoviários. Os casos mais recentes ocorreram no domingo (23), quando três automóveis foram atacados nos bairros de Pernambués, Pirajá e Plataforma, momentos antes do clássico Ba-Vi.

E quando o assunto é ataque contra transporte coletivo da capital baiana, em especial em dias de partidas de futebol, não se tratam de casos isolados. No dia 06 de junho deste ano, por exemplo, um coletivo foi apedrejado na Av Dorival Caymmi, no bairro de Itapuã, também um episódio envolvendo torcidas organizadas. E, conforme relato de Fábio Primo, presidente do Sindicato, já há um tempo que os rodoviários têm convivido com medo dessa realidade.

“Essa questão dos jogos, seja do Bahia, do Vitória, nos traz uma preocupação muito grande, e não é só em Ba-Vi. O pavor é bem maior. Quando tem partidas na Fonte Nova, a gente também se sente muito apavorado. As coisas começam a sair do controle quando a gente percebe pessoas sendo mortas e, claro, que ficamos com medo que isso chegue até a categoria, que isso possa acontecer com de nós”, disse em entrevista ao MASSA!.

Fábio Primo é presidente do Sindicato dos Rodoviários na Bahia
Fábio Primo é presidente do Sindicato dos Rodoviários na Bahia | Foto: José Simões/Ag A TARDE

Ainda segundo Fábio, a preocupação da categoria não se resume apenas a ataques, mas, também, a outros desafios que encontram durante o exercício da profissão em dias de partidas. Um dos pontos mais críticos listados por ele é a Avenida Joana Angélica, no centro da cidade, e que dá acesso à Arena Fonte Nova. Conforme esclarecimento de Fábio, o grande fluxo de pessoas na via pode ocasionar em possíveis atropelos e outros acidentes.

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“Já percebemos que não temos como transitar, em dias de partidas, na Rua Joana Angélica. É inviável. Ali é uma tragédia anunciada porque alguém pode ser atropelado e o motorista ser linchado. É um local onde ficam cerca de 5 mil pessoas ocupando toda aquela região da pista e, por causa disso, os ônibus passam a menos de 10 km/h”, contou.

Para Fábio, o consumo de bebida alcoólica atrelado a grande movimentação na via, torna os riscos ainda maiores. “Nem todo mundo que está no local está sóbrio. Muitas pessoas estão bebendo e pode ser que, em uma ação dessa, alguém alcoolizado escorregue, caia embaixo de um pneu ou algo parecido”.

Ônibus vandalizado em Salvador
Ônibus vandalizado em Salvador | Foto: Reprodução/Semob

Quando questionado sobre sugestões e possíveis alternativas para inibir ataques aos transportes coletivos e, consequentemente, proteção aos rodoviários, Fábio Primo citou um esquema de policiamento mais estratégico. “Precisamos de policiamento reforçado nas estações que ligam a a aos estádios, no caso do Barradão, temos a Estação Mussurunga, Estação Pirajá, Estação Águas Claras, Estação Pituaçu, e nos principais corredores que levam ao estádio, como a Avenida 29 de Março. A gente sabe que a gente não tem policiamento para tudo, mas a gente tem policiamento suficiente para fazer as estações e cobrir os corredores”, sugeriu.

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