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Vixe - 07/04/2026, 21:15 - Anderson Ramos e Da Redação

Vagão feminino no metrô de Salvador não sai e projeto segue travado

Lei sancionada há um ano ainda não saiu do papel após ser suspensa pela Justiça

Metrô de Salvador pode ter vagão exclusivo para mulheres
Metrô de Salvador pode ter vagão exclusivo para mulheres |  Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A Tarde

A lei que previa vagões exclusivos para mulheres no metrô de Salvador até chegou a ser sancionada pelo prefeito Bruno Reis, mas virou novela e segue sem sair do papel até hoje. Um ano depois, a medida continua travada na Justiça e sem previsão de entrar em vigor.

No final de março de 2025, o prefeito sancionou o projeto de lei da vereadora Marta Rodrigues (PT), que determinava a criação de espaços exclusivos para mulheres no sistema metroviário da capital baiana. A proposta foi comemorada, mas a empolgação durou pouco.

Poucos dias depois, a Justiça atendeu a um pedido da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANP Trilhos) e suspendeu a aplicação da lei por meio de liminar.

Desde então, o projeto segue emperrado. Em contato com o portal A TARDE, a vereadora Marta Rodrigues informou que solicitou uma audiência para obter atualizações sobre o andamento do caso, mas ainda não teve retorno.

A reportagem também procurou o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para mais informações, porém não houve resposta até o momento. O espaço segue aberto.

Entenda o imbróglio

Diante da suspensão, a Prefeitura de Salvador entrou com uma ação no TJ-BA para tentar derrubar a liminar concedida pelo desembargador José Cícero Landin Neto.

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A ANP Trilhos argumenta que o município não tem competência para legislar sobre o metrô, já que o sistema também atende Lauro de Freitas, sendo considerado um serviço intermunicipal.

Por outro lado, a prefeitura defende que a lei é constitucional e tem como objetivo garantir direitos fundamentais, como a segurança e a dignidade das mulheres no transporte público.

O que diz a lei

A proposta prevê vagões exclusivos para mulheres em horários de pico: das 6h às 9h e das 17h às 20h, em dias úteis. A medida não se aplica a fins de semana e feriados, e também não define quantos vagões seriam destinados a esse público.

Caso a regra fosse descumprida, a concessionária poderia sofrer sanções que vão de advertência até multa de R$ 10 mil por dia, por linha, a partir da terceira ocorrência.

Já passageiros que se recusassem a deixar o espaço exclusivo poderiam ser multados em até R$ 1 mil, também a partir da terceira infração.

Justificativa

Segundo a vereadora Marta Rodrigues, a proposta segue exemplos de outras cidades que já adotaram o chamado “vagão rosa”, como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

A ideia é reduzir casos de assédio no transporte público, já que muitas mulheres ainda se sentem constrangidas em denunciar esse tipo de situação no dia a dia.

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