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Tá de olho! - 07/04/2026, 19:30 - Da Redação

Polícia investiga clínica em que mais de 20 pacientes perderam visão

Caso aconteceu depois de um mutirão oftalmológico em Irecê

Caso aconteceu na clínica CEOM
Caso aconteceu na clínica CEOM |  Foto: Divulgação/CEOM

A Polícia Civil bateu na porta de uma clínica em Irecê e apreendeu uma série de documentos que podem esclarecer um caso grave envolvendo um mutirão oftalmológico. A ação aconteceu na segunda-feira (6), no Centro Médico e Odontológico (Hospital Ceom), que está sendo investigado por possíveis irregularidades em procedimentos realizados no fim de fevereiro.

A situação veio à tona depois que pacientes começaram a relatar problemas sérios de visão após os atendimentos. Até agora, pelo menos 24 pessoas afirmam ter perdido parcial ou totalmente a visão depois das cirurgias. O caso mais grave é o de um idoso de 72 anos, que morreu cerca de um mês após participar do mutirão.

Durante a operação, a polícia recolheu prontuários médicos e outros documentos importantes para a investigação. O responsável pela clínica estava no local e disse que vai colaborar com as apurações.

Segundo as investigações, cerca de 640 pessoas foram atendidas durante o mutirão, realizado entre os dias 28 de fevereiro e 1º de março. Parte desses pacientes apresentou complicações graves, e alguns chegaram a perder definitivamente a visão de um dos olhos após a retirada do globo ocular.

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Entre os procedimentos realizados está a chamada terapia antiangiogênica, que utiliza o medicamento Avastin (bevacizumabe). Mais de 600 pacientes teriam recebido a aplicação.

Uma inspeção da Secretaria de Saúde da Bahia apontou possíveis falhas no armazenamento dos medicamentos usados nos atendimentos. Já a clínica nega qualquer irregularidade e garante que os produtos foram mantidos sob temperatura adequada, seguindo as recomendações.

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