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Insegurança Trabalhista - 24/01/2023, 12:33 - Railson Oliveira

Um jornalista foi agredido por dia no Brasil em 2022

A FENAJ informou que 376 jornalistas e veículos de comunicação foram agredidos no ano passado

Jornalistas foram agredidos por bolsonaristas
Jornalistas foram agredidos por bolsonaristas |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) informou que 376 casos de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação foram registrados no ano passado. Comparando, há 54 casos a menos do que os 430 registrados em 2021, ano em que bateu recorde, desde o início do levantamento. O relatório completo será divulgado nesta quarta-feira (25), na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.

Apesar da diminuição no total de casos, o relatório da FENAJ aponta o aumento dos ataques direto aos profissionais que estão trabalhando com a notícia, como hostilizações chegando até a agressões físicas. O ano de 2022 foi marcado pelas eleições gerais e pela violências política, que atingiu aqueles que defendiam a democracia e as instituições democráticas, como por exemplos: políticos, militares de movimentos sindicalistas e sociais, além das pessoas civis.

Apesar da queda de 12,53% em relação ao ano anterior, a análise do levantamento constatou que as agressões diretas a jornalistas tiveram crescimento em todas as regiões do país, com ataques cotidianos.

Houve crescimento de 133,33% nas ocorrências de ameaças/hostilizações/intimidações, que foi a segunda categoria com maior número de ocorrências em 2022, com 77 casos. Já as agressões físicas aumentaram 88,46%, passando de 26 para 49 no ano passado. Cabe destacar, ainda, o brutal assassinato do jornalista britânico Dom Phillips, numa emboscada, junto com o indigenista Bruno Pereira, em Atalaia do Norte (AM).

Na Bahia, o Sinjorba e a Associação Baiana de Imprensa decidiram constituir um fórum estadual para acompanhar e prevenir os casos de violência e assédio contra jornalistas no exercício de seu trabalho profissional.

Nos primeiros dias de janeiro foram dois casos de agressão e ameaça a equipes jornalísticas apenas em Salvador. No último deles, a repórter Tarsilla Alvarindo, o cinegrafista George Luís e o motorista Marcos Oliveira, da TV Record Itapoan, foram agredidos enquanto cobriam ao vivo um acidente de trânsito.

A iniciativa deve contar com o Ministério Público do Trabalho, Ministério Público do Estado da Bahia, Tribunal de Justiça da Bahia, Secretaria de Segurança Pública, Ordem dos Advogados do Brasil, entre outras autoridades e representantes dos veículos, para pedir providências urgentes para preservar a segurança dos jornalistas na atividade profissional.

A divulgação do Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil será transmitida pelo Canal da FENAJ no YouTube e Facebook, e retransmitido pelas páginas dos Sindicatos de Jornalistas filiados.

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