
A cidade de Cachoeira será sede do judiciário e legislativo da Bahia no dia 25 de junho, graças a seu papel histórico para a independência do Estado. Há quase 2 décadas a transferência de capital ocorre, mas pela primeira vez, o Tribunal da justiça da Bahia (TJBA) e a Assembleia legislativa da Bahia (ALBA) vai fazer parte dessa migração.
Porque Cachoeira?
Mais que um polo cultural que habita manifestações centenárias como a Festa da Irmandade da Boa Morte, " A terra mãe da liberdade" é símbolo histórico da Bahia, com participação decisiva na expulsão dos portugueses do território baiano, em 1823. Sua importância é reconhecida pela lei 10.695/07.

Símbolo de resistência, no século XIX os cachoeiranos defendiam a formação de um governo composto por brasileiros, o que não foi aceito pelos portugueses que permaneceram no país e buscavam manter a dominação colonial.
Foi neste cenário que aconteceu a primeira batalha entre os baianos e portugueses. Após 3 dias de conflitos, os mais de 5 mil combatentes tomaram uma embarcação portuguesa atracada às margens do Rio Paraguaçu.
Marcava naquele momento, a primeira vitória, dentre inúmeras guerrilhas, até que no dia 2 de julho de 1823, a Coroa Portuguesa foi, definitivamente, expulsa do Brasil.
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O que muda, na prática?
No Judiciário, o Gabinete da Presidência do TJBA será instalado no Fórum Augusto Teixeira de Freitas. No local, serão editados atos institucionais do tribunal. Enquanto, no Legislativo, a transferência temporária da sede da Alba foi formalizada pelo Ato nº 041/2026, assinado pela presidente da Casa, deputada Ivana Bastos.
A medida tem legitimidade no regime interno da Assembleia, na Lei Estadual nº 10.695/2007 e em decisão aprovada em plenário no dia 28 de abril de 2026.
