
De acordo com a lei, a segunda parcela do 13º salário deve ser paga pelas empresas até esta sexta-feira (19). Além de representar um alívio no orçamento no final do ano, o benefício pode se tornar um importante aliado da saúde financeira do trabalhador brasileiro, se for usado de forma inteligente.
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De acordo com o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, o uso consciente do 13º começa com o diagnóstico da situação financeira pessoal. “Quem tem dívidas deve priorizar o pagamento, especialmente aquelas com juros mais altos, como cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos consignados. Essa é a melhor forma de reduzir o impacto dos juros e recuperar o equilíbrio financeiro”, recomenda o professor.
Para quem está com as contas em dia, o 13º pode servir a outros propósitos igualmente estratégicos. “O ideal é destinar o valor para uma reserva de emergência, planejar as férias ou aproveitar compras de fim de ano à vista e com desconto. O importante é evitar o gasto por impulso e usar o dinheiro de forma planejada”, acrescenta Ahmed.
O docente também reforça que o benefício é um direito de todos os trabalhadores com carteira assinada, além de trabalhadores domésticos registrados, rurais, urbanos, aposentados e pensionistas do INSS. Já autônomos e profissionais informais não têm direito ao pagamento.
Quanto devo receber?
O cálculo do valor é simples: o salário bruto é dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano. Quem trabalhou o ano todo recebe o valor integral; quem entrou depois recebe de forma proporcional.
“Na primeira parcela, paga até 30 de novembro, não há descontos. Já na segunda, incidem INSS e Imposto de Renda, quando aplicável”, explica Ahmed. Com planejamento, o 13º pode ir muito além das compras de fim de ano, pode ser o ponto de partida para uma vida financeira mais equilibrada.
