
Salvador pode passar a contar com um ônibus sensorial voltado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e passageiros com outras necessidades sensoriais específicas.
A proposta prevê a adaptação de veículos do transporte coletivo para reduzir impactos causados por barulho, iluminação intensa, lotação e movimentos inesperados durante as viagens.
Esses estímulos podem gerar desconforto e sobrecarga sensorial em pessoas autistas, tornando mais difíceis deslocamentos comuns, como ir à escola, ao trabalho, a consultas médicas ou a outros serviços.
Projeto pode começar em caráter experimental
A ideia foi apresentada por meio de um projeto de indicação à Prefeitura de Salvador e sugere que a iniciativa seja implantada inicialmente como projeto-piloto.
Entre as medidas previstas estão a adoção de recursos sensoriais e materiais de apoio dentro dos veículos, além da capacitação dos profissionais responsáveis pelo transporte.
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A proposta também prevê ações de conscientização dos demais passageiros para melhorar a convivência e tornar as viagens mais seguras e confortáveis para pessoas com TEA.
O teste inicial serviria para avaliar a viabilidade técnica e operacional do serviço e identificar quais adaptações funcionariam melhor dentro da realidade do transporte público da capital baiana.
Famílias poderão participar da discussão
O projeto ainda prevê diálogo com empresas de ônibus, organizações da sociedade civil e famílias de pessoas com deficiência antes da implantação definitiva.
Segundo o vereador Marcelo Guimarães Neto (UB), autor da indicação, muitas pessoas autistas enfrentam dificuldades que nem sempre são percebidas por outros passageiros durante uma viagem de ônibus.
“Para muitas pessoas autistas e suas famílias, uma viagem de ônibus exige uma preparação que nem todo mundo imagina. Precisamos considerar essas dificuldades ao planejar o transporte da cidade e buscar alternativas para que esses passageiros possam se deslocar com mais conforto e segurança”, afirmou.
Por se tratar de um projeto de indicação, a proposta não obriga a Prefeitura a criar o serviço imediatamente. Caberá ao Executivo municipal avaliar a viabilidade da implantação do ônibus sensorial em Salvador.

