
Enquanto a greve dos rodoviários promete impactar o transporte urbano de Salvador nesta sexta-feira (22), a Prefeitura da capital baiana informou que já entrou com um pedido judicial para garantir a manutenção de uma frota mínima em circulação na cidade.
Além disso, os 180 ônibus do Sistema de Transporte Complementar (Stec), os famosos amarelinhos, vão funcionar normalmente para auxiliar a população que precisa seguir com seus compromissos mesmo diante do caos no transporte, segundo o poder público.
Já os passageiros que utilizam linhas metropolitanas e o metrô terão uma alternativa para se deslocar. Segundo nota divulgada pelo Sindicato dos Rodoviários Metropolitanos (Sindmetro), o transporte metropolitano vai operar normalmente, atendendo os trajetos e estações de destino.
A paralisação por tempo indeterminado foi decretada pelos rodoviários urbanos de Salvador após assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (21), depois de mais uma rodada de negociações sem acordo entre trabalhadores e empresários no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5).
A Prefeitura de Salvador também informou que os rodoviários irão realizar uma nova assembleia nesta sexta-feira (22), às 8h. Caso haja um acordo entre as partes, a greve pode chegar ao fim no mesmo dia em que teve início.
Com isso, a frota de ônibus urbanos operada pelas concessionárias OT Trans e Plataforma amanhecerá parada na capital baiana, afetando milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo.
De acordo com o Sindmetro, o sistema metropolitano não será impactado pela greve. Seguem funcionando normalmente os ônibus das empresas Expresso Vitória, Atlântico, Avanço e Cidade Sol Elétricos, além do metrô e dos ônibus intermunicipais que saem da Estação Rodoviária de Salvador.
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Entenda o impasse
A greve foi confirmada após os empresários recusarem a proposta apresentada pelo TRT-5, que previa reajuste de 5% no salário e no ticket alimentação dos trabalhadores. Segundo o sindicato, a categoria aceitou a proposta do tribunal, mas o setor patronal alegou não ter condições financeiras de arcar com os custos.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, afirmou que os trabalhadores seguem abertos ao diálogo e dispostos a negociar, inclusive dentro da proposta apresentada pelo tribunal, além de outras pautas reivindicadas pela categoria.
Do outro lado, os empresários alegam que o aumento nos custos operacionais, como óleo diesel, pneus, peças, lubrificantes e outros insumos, tornou inviável manter a operação em Salvador sem reajuste tarifário.
