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Greve! - 21/05/2026, 17:54 - Vinicius Portugal e Luan Julião

Rodoviários detalham impasse com empresários em Salvador

Paralisação dos profissionais está prevista para acontecer nesta sexta-feira (22)

Ônibus não irão rodar nesta sexta-feira (22)
Ônibus não irão rodar nesta sexta-feira (22) |  Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

A greve dos rodoviários deve se tornar realidade nesta sexta-feira (22), em Salvador. Isso porque mais uma reunião entre o empresariado e os trabalhadores do transporte público, mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), nesta quinta-feira (21), terminou sem acordo. À tarde, durante assembleia na sede do sindicato, os rodoviários reafirmaram a greve.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, detalhou a proposta apresentada pelo empresariado, que não foi aceita. Ele também afirmou que a categoria está aberta a novas conversas e destacou que os empresários devem estar sofrendo uma pressão enorme para que se chegue a um consenso.

“A proposta do tribunal era 5%, R$ 30 no ticket, que é um ponto em que a gente divergiu, a partir da segunda hora, no final de semana, 150%. A gente não quer hora extra no final de semana, porque isso adoece o trabalhador, tirar o BIP da telemetria, entre outros pontos. E a proposta dos empresários era congelar o reajuste do ticket, aumentando a contrapartida de 10% para 20%, além de 2,36% no salário, e retirar alguns direitos que a gente já tinha”, explicou.

“Agora, certamente, os empresários de ônibus devem estar recebendo uma pressão muito grande por parte de todos os órgãos, porque sabem que a greve dos ônibus não é uma greve política, que prejudica a Prefeitura ou o Governo do Estado. Ela prejudica principalmente a população e, consequentemente, também afeta o Governo do Estado e a Prefeitura. Acho que temos que trabalhar agora para buscar uma saída, fazer o reajuste que o trabalhador merece e retornar a fazer o que a gente sabe, que é transportar essa população de Salvador e fazer a mobilidade acontecer”, completou.

Segundo Tiago Ferreira, representante do Sindicato dos Rodoviários, apesar da assembleia ter recusado a proposta da classe patronal, a proposta apresentada pelo TRT-5 havia sido aprovada. No entanto, os empresários rejeitaram o acordo sugerido pelo tribunal, gerando o impasse.

“A gente fez uma proposta e submeteu também à assembleia. Tivemos apenas observações em dois pontos, mas a categoria rejeitou a proposta dos empresários por unanimidade. A categoria aprovou por unanimidade a proposta do Tribunal e rejeitou, também por unanimidade, a proposta dos empresários. Então, o que vale nesse momento é a proposta patronal, porque, sem a concordância com a proposta do Tribunal, ela não tem validade”, afirmou.

“Então, neste momento, optaremos pela greve, porque o que prevalece, de fato, é a proposta dos empresários, de apenas 2,36% de aumento. Já a proposta do Tribunal é mais coerente. Não é o ideal, mas é uma proposta mais equilibrada, com observações em dois pontos, como eu falei”, explicou.

Sem volta

Vale ressaltar que uma nova audiência está prevista para acontecer ainda nesta quinta-feira (21), a partir das 17h. No entanto, em conversa com o grupo A TARDE, representantes do Sindicato dos Rodoviários afirmaram que, mesmo que o empresariado aceite a proposta do TRT-5, considerada atrativa para a categoria, a paralisação dos ônibus na sexta-feira ainda deve acontecer.

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Isso porque a assembleia entre os rodoviários só está prevista para ocorrer às 15h da sexta-feira. A categoria também entende que essa é uma forma de demonstrar a força dos trabalhadores do transporte público.

O que os rodoviários pedem?

Além da denúncia de desgaste físico e mental por conta da frota considerada sucateada, da pressão operacional e do excesso de jornada, os rodoviários têm como principais reivindicações:

  • Reposição da inflação com 5% de ganho real;
  • Aumento no ticket alimentação;
  • Redução da jornada diária para seis horas;
  • Revisão da “carta horária”;
  • Implantação de Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
  • Gratificação para grandes eventos;
  • Day off no aniversário;
  • Complemento do plano de saúde;
  • Estabilidade pré-aposentadoria;
  • Melhores condições de trabalho.

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