
Após a reunião na Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT/BA) ser suspensa, nesta terça-feira (19), e o entrave continuar, os rodoviários de Salvador e os empresários vão participar de uma audiência de conciliação no Dissídio Coletivo de Greve, no Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), nesta quarta (20), às 14h30. Mas, além disso, a categoria já marcou um assembleia permanente para a quinta (21).
Ao MASSA!, o presidente em exercício do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Fabio Primo, explica que, como a greve foi declarada e pode acontecer na sexta-feira (22), os empresários entraram com um pedido de Dissídio Coletivo. "Antes do julgamento do Dissídio Coletivo acontece uma audiência de conciliação. Eu acho que esse ano tem uma diferença, que a gente tem condições de fazer duas audiências de conciliação. Caso não avance amanhã [quarta-feira], temos tempo de fazer outra na quinta-feira".
Afirmando que a greve já está aprovada, Fabio Primo destaca qual o objetivo da convocação de quinta. "A assembleia permanente é um dia antes da greve. Estamos em negociação, agora, mas se nascer uma proposta amanhã ou quinta-feira, a gente não tem o poder de encerrar a greve. A assembleia é soberana e é ela que decide", explicou o presidente.
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O que é Dissídio Coletivo?
Dissídio Coletivo é um processo judicial trabalhista instituído pelos sindicatos quando os patrões e trabalhadores não conseguem chegar a um acordo sobre o reajuste salarial ou novas condições de trabalho.

A gente não tem o poder de encerrar a greve. A assembleia é soberana e é ela que decide
Fabio Primo, presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia
Campanha salarial
Desde abril, o sindicato realiza mobilizações em busca de melhores condições trabalhistas para os rodoviários. A principais reivindicações da classe são:
➡️ manutenção de todos os direitos já conquistados, sem cortes;
➡️ reposição da inflação com 5% de ganho real;
➡️ aumento no valor e na quantidade do ticket alimentação;
➡️ redução da jornada diária para seis horas;
➡️ revisão das escalas de trabalho e da chamada “carta horária”;
➡️ fim das jornadas consideradas excessivas;
➡️ melhorias nas condições de trabalho, saúde e ambiente laboral;
➡️ gratuidade no transporte;
➡️ estabilidade pré-aposentadoria;
➡️ implantação de turnos fixos e possibilidade de troca de linha;
➡️ gratificação durante grandes eventos;
➡️ prêmio de assiduidade;
➡️ complemento do plano de saúde;
➡️ implantação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
