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Cultura - 14/04/2026, 07:00 - Vitória Sacramento

Programa leva estudantes para visitarem museus de Salvador

A agenda contempla estudantes de bairros como Plataforma, Itapuã, Federação, Paripe, Cajazeiras, Boca do Rio e São Cristóvão

As atividades são conduzidas por equipes educativas
As atividades são conduzidas por equipes educativas |  Foto: Thales Albieri/Divulgação

A edição 2026 do Programa Estudantes nos Museus teve início neste mês com uma agenda contínua de visitas a equipamentos culturais administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, em Salvador e Lauro de Freitas. A iniciativa, que em 2025 reuniu cerca de 17 mil estudantes, crescimento de 61,09% em relação ao ano anterior, reforça o acesso à arte e ao patrimônio cultural no estado.

Promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia, por meio do IPAC, em parceria com a Secretaria da Educação da Bahia e a Fundação Luís Eduardo Magalhães, o programa busca integrar estudantes da rede estadual aos espaços culturais, ampliando o processo de aprendizagem para além da sala de aula.

Durante o mês, escolas de diferentes territórios da capital e da Região Metropolitana participam de visitas a equipamentos como o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Museu de Arte da Bahia e o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, além de roteiros pelo Centro Histórico de Salvador, incluindo a Casa das Matriarcas Odé Kayodé.

A professora Susana Quirino, do Colégio Estadual Desembargador Pedro Ribeiro, destacou o impacto da experiência para os alunos. “Muitos nunca estiveram em um espaço como esse e estão levando uma experiência maravilhosa com o programa”, relatou.

Bairros de Salvador

A agenda contempla estudantes de bairros como Plataforma, Itapuã, Federação, Paripe, Cajazeiras, Boca do Rio e São Cristóvão, além de unidades de ensino de Lauro de Freitas, fortalecendo a articulação entre a rede pública e os equipamentos culturais.

As atividades são conduzidas por equipes educativas, com propostas que estimulam o pensamento crítico, o diálogo e a aproximação com as práticas artísticas. Para a estudante Aíssa Ferreira, do 3º ano do Ensino Médio, a experiência vai além do conteúdo tradicional. “Pra mim é ótimo estar num lugar de aprendizado e fazendo várias atividades fora da sala de aula que auxiliam nossa formação”, afirmou.

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Criado em 2024, o programa reúne cerca de 40 estudantes por visita, com atividades que incluem mediações, oficinas e experiências imersivas. Os encontros acontecem das 10h às 16h, transformando o museu em uma extensão da escola.

Com a retomada em 2026, o programa se consolida como estratégia de formação de público e valorização dos museus como espaços educativos. Segundo o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho, a iniciativa também fortalece a cidadania. “O programa amplia o acesso de jovens da rede pública aos equipamentos culturais e contribui para que eles se reconheçam como parte do patrimônio que está sendo preservado. Ao aproximar educação e cultura, desperta interesse e consolida os museus como espaços de interação e aprendizagem”, destacou.

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