
Porto de Galinhas, um dos destinos mais famosos de Pernambuco, começou 2026 de um jeito nada animado. O fluxo de turistas despencou e o cenário chamou atenção de quem vive do movimento.
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Barracas vazias, pouca procura e comerciantes preocupados marcaram os primeiros dias do ano. Alex, condutor de turismo e trabalhador da região, contou que nunca viu a praia tão parada nessa época.
“No mesmo horário, no ano passado, a barraca já estava lotada. Agora tá vazia, quase ninguém na beira-mar”, disse ele à TV local, afiliada do SBT.
Segundo o guia, a queda no movimento bate direto no sustento de quem tira o “pão de cada dia” do turismo. Ele classificou a situação como “enfraquecida” e fez um apelo para que o público não generalize:
“A gente trata o turista bem, assim como a gente quer chegar num canto e ser tratado.”
@fofocas272 #turismo #portodegalinhas #foryou #fyp ♬ som original - 🚨FOFOCA🚨
O que rolou
A baixa no movimento veio logo após um caso de agressão envolvendo dois turistas de Mato Grosso. Johnny Andrade e Cleiton Zanatta afirmam que foram espancados por comerciantes em Porto de Galinhas e que a violência pode ter tido motivação homofóbica. As cenas rodaram as redes sociais no fim de semana.
Casal de turistas que foram agredidos em Porto de Galinhas se pronunciam e afirmam que irão processar a prefeitura e o governo Pernambucano: "A cidade não tem estrutura para receber turistas pic.twitter.com/BK3SUl8nmJ
— Felipe Mota (@portaldomota_) December 29, 2025
O casal contou que alugou cadeiras e um guarda-sol por R$ 50, mas, na hora de pagar, o dono da barraca tentou cobrar R$ 80. A discussão virou confusão e terminou em agressões, tudo registrado em vídeo.
“Chegamos na praia e um rapaz ofereceu por R$ 50. Na hora de pagar ele cobrou R$ 80. Eu falei: ‘Cara, não é justo, vou te pagar os R$ 50’. Ele disse: ‘Não, você vai me pagar os 80’”, relatou Johnny.
