
Uma nova tecnologia será implementada na praia do Porto da Barra com foco em ampliar os serviços de uma área voltada à proteção exclusiva de banhistas no local. A nova medida prevê a instalação de câmeras de videomonitoramento e boias para separar os espaços do público e das embarcações.
A ação, integrada entre a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Capitania dos Portos, ocorrerá em tempo real, para "pegar a visão" dos barcos que invadirem ou desrespeitarem a área especial para a galera na praia.
Funcionando em conjunto com a barreira formada pelas boias e poitas, o sistema de segurança e exclusividade aos banhistas envolve a barreira, o monitoramento e a segurança feita pelos órgãos responsáveis. Ao flagrar uma ocorrência, as câmeras avisam, em tempo real, as esferas municipal, estadual e federal.
“As câmeras de alta resolução cobrirão todo o espelho d’água. Elas funcionam como um ‘radar inteligente’. Se um jet ski ou lancha invadir o perímetro dos banhistas, a infração é gravada em tempo real”, afirma o gerente estratégico de Gestão da Guarda Civil Municipal, Eládio Figueiredo.
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Como funciona o sistema
Conforme informações divulgadas pela Prefeitura de Salvador, as boias ficarão entre 80 e 100 metros de distância da areia, impedindo a circulação de embarcações motorizadas e garantindo a segurança dos banhistas. As câmeras serão posicionadas estrategicamente para monitorar toda a área.
Qualquer informação colhida será enviada, imediatamente, ao Centro de Comando e Operação (CCO), sendo posteriormente comunicado a Guarda Civil, que cuida da faixa de areia, e a Capitania dos Portos, que tem o poder de multar e apreender os barcos na água.
Ocorrências de maior destaque
Além dos casos com as embarcações, outras situações serão analisadas pelo monitoramento, como: práticas de risco no mar, manobras perigosas, uso irregular da rampa de acesso do Forte de Santa Maria; descarte de resíduos e possíveis danos ambientais; além de situações relacionadas à segurança pública e ao salvamento.
Conforme Eládio, a ideia é reduzir a ocorrência de acidentes com embarcações nos locais de banho e expandir o serviço para outras praias da capital baiana, como Ribeira e Boa Viagem.
“A perspectiva é alcançar índices próximos de zero de acidentes graves no Porto da Barra, promovendo uma mudança cultural de respeito ao espaço do banhista por meio do efeito inibidor das câmeras”, finaliza.
