
Pagar a passagem de ônibus com Pix, cartão de débito ou crédito diretamente na catraca pode se tornar realidade em Salvador. Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal pretende obrigar a aceitação de meios de pagamento eletrônicos nos validadores dos ônibus do transporte coletivo urbano da capital baiana.
A proposta é de autoria do vereador Cezar Leite (PL) e surge como alternativa ao modelo atualmente utilizado, que depende do Salvador Card para pagamentos eletrônicos. Hoje, embora as recargas possam ser feitas por aplicativos, terminais e pontos físicos, usuários ainda enfrentam situações em que o saldo demora para ser liberado no sistema.
Segundo o parlamentar, essa limitação pode causar transtornos e até impedir o embarque de passageiros que acabaram de realizar uma recarga e precisam utilizar o transporte imediatamente.
"A ampliação das formas de pagamento traz mais liberdade, praticidade e comodidade para o cidadão, além de acompanhar a evolução tecnológica já presente em diversos serviços do dia a dia", argumenta o vereador na justificativa do projeto.
Tecnologia já é realidade em outras cidades
A proposta prevê a aceitação de tecnologias amplamente utilizadas pela população, como pagamentos por aproximação (NFC), QR Code, Pix e cartões bancários.
De acordo com o texto, a implementação é considerada tecnicamente viável, já que modelos semelhantes vêm sendo adotados em sistemas de transporte de diversas cidades brasileiras e do exterior.
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Em Florianópolis, por exemplo, o pagamento por Pix e cartão foi incorporado oficialmente ao sistema de ônibus após um período de testes. Já no Rio de Janeiro, a modalidade está sendo expandida para toda a frota municipal, ampliando as opções para os passageiros.
Caminho até virar lei
Apesar da repercussão positiva entre muitos usuários do transporte público, a medida ainda está longe de entrar em vigor.
Antes disso, o projeto precisa passar pela análise das comissões temáticas da Câmara Municipal. Em seguida, será submetido à votação em plenário. Caso receba aprovação dos vereadores, o texto seguirá para sanção do prefeito.
Somente após todas essas etapas a nova regra poderá ser implementada no sistema de transporte da capital baiana.
