
O motorista do caminhão envolvido no grave acidente que matou 16 pessoas, na BR-116, em Santa Teresinha, identificado como Tauan Felipe, de 25 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta segunda-feira (1º). Ele passou por audiência de custódia e segue internado sob escolta policial no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus.
O condutor foi autuado por homicídio doloso na direção de veículo automotor. A decisão acontece um dia após a tragédia que chocou a Bahia e deixou uma família inteira destruída. Na bolsa dele também foram encontrados cerca de nove gramas de maconha.
Segundo as investigações iniciais, há indícios de que o caminhão tenha invadido a contramão antes de bater de frente com uma van que transportava familiares de volta para Salvador. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas.
Durante a fiscalização realizada após a colisão, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou uma irregularidade no cronotacógrafo do caminhão, equipamento responsável por registrar informações como velocidade, distância percorrida e tempo de direção do motorista. Com a falha, não foi possível confirmar esses dados.
O caminhoneiro foi socorrido logo após o acidente e levado inicialmente para o Hospital Municipal de Itatim. Depois, ele foi transferido para Santo Antônio de Jesus, onde permanece internado e custodiado.
Família voltava de aniversário
As 16 vítimas fatais estavam na mesma van e retornavam para Salvador após participarem de uma festa de aniversário na cidade de Amargosa.
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Entre os mortos estão homens, mulheres, idosos e crianças da mesma família. Uma das vítimas era o sargento da Polícia Militar da Bahia, Manuel Oliveira dos Santos, de 52 anos, que viajava ao lado da esposa e da filha.
Além das mortes, três pessoas sobreviveram ao acidente e seguem internadas em estado grave. Uma delas precisou passar por cirurgia.
Rodovia ficou fechada por 12 horas
Por causa da violência da batida, a BR-116 precisou ser interditada nos dois sentidos. Equipes de resgate, perícia e remoção dos veículos trabalharam durante toda a madrugada.
O trecho só foi totalmente liberado por volta das 4h desta segunda-feira (1º), cerca de 12 horas após o acidente.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da colisão e confirmar a dinâmica do acidente que resultou em uma das maiores tragédias rodoviárias registradas este ano na Bahia.
