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Mude o visual - 07/04/2026, 09:00 - Rebeca Nascimento

O segredo das famosas: veja como as laces viraram febre de autoestima

Prótese capilar é a nova queridinha entre o público feminino

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Sabe o que nomes como A Dama do Pagode, Ludmilla e Pabllo Vittar tem em comum? Além de cantoras, todas são adeptas às laces. O uso de perucas é algo que vem desde o antigo Egito, quando eram utilizadas como forma de se proteger do sol, insetos e para definir status social. No século XVI, o adereço também ganhou destaque entre a nobreza. Ao longo do tempo, a prótese se modernizou e ganhou o coração das pessoas como um acessório de beleza, em especial das mulheres.

Muito popular nos Estados Unidos, as também chamadas de laces wigs (perucas de tela) tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil, e não seria difetente em Salvador. Em conversa com o MASSA!, a empreendedora Kamila Kaliane, de 25 anos, proprietária da Baiana Hair Store, contou como funciona esse universo na capital da Bahia.

Kamila contou que é uma das pioneiras no mercado de laces em Salvador e que começou a vender os produtos por questões na autoestima após enfrentar uma queda de cabelo. "Meu cabelo começou a cair e eu não saía [de casa] por não me sentir bem. A partir daí eu comecei a pesquisar métodos para mudar de cabelo e descobri o mundo das laces, mas percebi que aqui em Salvador era novidade, então eu comecei a importar as laces" , contou.

Ela viu esse mundo novo com uma oportunidade de ganhar uma grana, mas hoje percebe que seu trabalho é muito mais que vender perucas. "É autoestima, confiança, vontade de seguir em frente, de sair na rua".

Aspas

É muito mais do que estética, é a pessoa se permitir, se ver de outras formas.

Kamila Kaliane, emprendora no ramo da beleza
Os preços podem variar de acordo com os tipos de laces
Os preços podem variar de acordo com os tipos de laces | Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

Laces importadas são melhores

Com a popularização do acessório, o mercado aqueceu e já existem fábricas no Brasil. Apesar disso, Kamila confessa que prefere importar dos Estados Unidos e da China as laces e os demais produtos com que trabalha, como colas, em razão da qualidade superior.

Perucas são usadas por diversas artistas
Perucas são usadas por diversas artistas | Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

"Tenho vários fornecedores porque eu preciso de modelos diferentes para atingir todos os públicos possíveis", explicou a empreendedora, destacando que em Salvador ainda não tem fábrica de perucas.

Quanto custa uma peruca dessa?

A empreendedora revelou que o público negro é quem mais compra seus produtos. "Minha mãe é uma mulher negra e eu a vejo feliz, porque antes ela tinha uma mente fechada, não queria mudar, achava que ia ficar feio, e hoje ela é viciada. [...] Eu falo isso com muito orgulho", disse Kamila.

Mas essa beleza e autoestima recuperada tem um custo. Com diferentes tipos de laces na loja, Kamila esclarece que os valores também são variados. "As minhas variam de R$ 500 a R$ 700, porque são de fibra premium e por serem importadas, são ultra realistas. Elas não saem com facilidade, mesmo se você não utilizar com cola. As minhas laces são tão naturais que você pode dar até progressiva". Kamila também explicou que existem perucas mais baratas, que podem custar de R$ 200 a R$ 500.

Kamila é umas das pioneiras da venda de laces em Salvador
Kamila é umas das pioneiras da venda de laces em Salvador | Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

Tipos variados e cuiados necessários

O mercado é extenso e existem perucas de variados tipos. "As wigs são aquelas perucas mesmo, convencionais. Elas não têm a telinha que imita o couro cabeludo, por isso não têm a opção de colar", explicou Kamila.

As do tipo front lace, são só a parte da frente, que te. repartição livre. E também existem as do tipo full laces, que são de repartição livre na cabeça toda, e aí você pode jogar para vários lados, colar atrás, colar as laterais da orelha e ter essa liberdade que nenhuma outra lace tem".

Mas se ligue: não adianta escolher a sua lace e não ter os cuidados devidos. Kamila aponta que tem difença dependendo da textura escolhida.

Para as lisas, "tem que desembaraçar todos os dias, passar a chapinha e óleo de cabelo para não deixar que os fios ressequem", conta Kamila. As onduladas exigem os mesmo cuidados, mas atenção! "Se passar chapinha numa lace de fibra, vai ficar alisada e não volta a ser ondulada".

Já as cacheadas devem ser desembraçadas com as mãos, escova polvo, escova mágica ou até mesmo a raquete. "Mas tem que desembaraçar com cuidado e sempre fazer a finalização como se fosse um cabelo normal. Eu aconselho fazer a finalização com creme que tenha a composição de óleo e que seja um creme ralinho, porque ajuda a manter os fios leves", ensinou.

⚠️ Atenção! As laces podem ficar coladas na cabeça por muitos dias, mas Kamila orienta que o tempo adequado é de até duas semanas, pois o cabelo natural, que está abaixo da peruca, precisa ser higienizado.

Cuidados com as laces são essenciais para que durem por um longo tempo
Cuidados com as laces são essenciais para que durem por um longo tempo | Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

Um acessório, várias possibilidades

A jornalista e estudante de pedagogia Islânia Almeida, de 34 anos, começou a usar laces em 2023, quando decidiu raspar o cabelo. Ela contou que, a partir deste momento, encontrou nas perucas a oportunidade de mudar diversas vezes.

"A primeira compra foi um cabelo próximo ao meu original, mas depois fui comprando diferentes texturas, tamanhos e cores. A autoestima deu um pulo ao saber que fico linda com qualquer tipo de cabelo", afirmou com bom humor.

Imagem ilustrativa da imagem O segredo das famosas: veja como as laces viraram febre de autoestima
Foto: Arquivo Pessoal

A comunicadora tem 14 perucas, sendo uma delas produzida por ela mesmo. Acostumada a usar diversos modelos, Islânia contou que já passou por situações engraçadas com suas madeixas. "Vou a lugares com um determinado cabelo e do nada volto para a casa careca. As pessoas sempre dão muita risada com isso. Além desses momentos voluntários, têm os involuntários, em que eu preciso tirar o cabelo em público para algum reconhecimento facial, ou para uso de capacete nas motos", contou.

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