
O fechamento das lojas do Grupo Casas Bahia, anunciado na última sexta-feira (14) deixou cerca de300 funcionários baianos desempregados. A informação foi anunciada pelo diretor de comunicação do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Moisés Teles, em entrevista ao MASSA!
Ao todo, foram fechadas 13 filiais na cidade de Salvador, incluindo todas unidades que ficam em shoppings, como Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Paralela.
Restam quatro unidades funcionando, localizadas em Cajazeiras, Pau da Lima, Calçada e Itapuã. Segundo ele, as lojas estão retirando as mercadorias para levar para o depósito da empresa.
Ninguém foi avisado
Moisés Teles também trabalhou como vendedor da Casas Bahia durante 6 anos e, assim como seus colegas, foi pego de surpresa e sem nenhuma orientação: “Ninguém foi avisado! Informaram que haveria uma reunião na sexta feira, e no momento fomos informados que a loja seria fechada, e que seríamos desligados”.
Diante do inesperado, Moisés conta que ele e os colegas não sabem se receberão os direitos trabalhistas.
A reportagem do MASSA! entrou em contato com a Casas Bahia para obter mais detalhes sobre esse processo de desligamento, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto e o texto será atualizado assim que houver um posicionamento oficial.
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Direitos trabalhistas
Segundo o site jurídico Jusbrasil, mesmo diante de uma recuperação judicial ou falência, os trabalhadores não ficam de mãos abanando. Os direitos trabalhistas continuam valendo e a lei estabelece regras para que haja essa indenização.
Para tratar do assunto, o Sindicato anunciou por meio das redes sociais uma assembleia com trabalhadores demitidos, nesta quarta-feira (19), às 15h.
Empresa tenta negociar dívida
Para tentar evitar a falência, o Grupo entrou com um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, neste domingo (16), tentando renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em débitos.
No comunicado publicado pelo site oficial da empresa, a empresa diz que o pedido de recuperação judicial, feito para que a empresa endividada consiga um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça, foi realizado em um momento de queda das condições econômicas financeiras enfrentadas pela Companhia.
Além disso, o comunicado cita como causa para o momento de crise os “Fatores como o ambiente macroeconômico,, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro aliados à não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas pela Companhia.”

