
Com a alternância cada vez mais comum entre dias quentes e frios, muitas pessoas relatam sintomas como coriza, dor de garganta e febre logo após mudanças bruscas de temperatura. A relação entre clima e aumento de casos de gripe e resfriado, embora muito comentada no dia a dia, também tem explicação científica.
Segundo o médico Carlos Alberto Reyes Medina, diretor médico da Carnot Laboratórios, o problema não está exatamente no frio ou no calor, mas na forma como o organismo reage às variações rápidas de temperatura.
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“Quando há mudanças bruscas de clima, ocorre um estresse no sistema respiratório e imunológico. As vias aéreas ficam mais sensíveis, o que facilita a entrada e a multiplicação de vírus como o da gripe”, explica.
Tempo bipolar
Outro fator que contribui para a disseminação de doenças respiratórias é o comportamento das pessoas em períodos de clima instável. Com temperaturas mais baixas ou chuvas frequentes, é comum que mais gente permaneça em ambientes fechados e com pouca ventilação.
“Em locais com pouca circulação de ar, o contato entre as pessoas aumenta e o risco de contágio também. Isso ajuda a explicar por que surtos de gripe são mais comuns em determinadas épocas do ano”, afirma o especialista.
O médico também destaca que mudanças de temperatura podem provocar uma queda temporária da imunidade, especialmente quando estão associadas a outros fatores, como noites mal dormidas, alimentação inadequada e baixa ingestão de líquidos.
“O organismo precisa de equilíbrio para manter suas defesas. Quando esse equilíbrio é afetado por fatores climáticos e comportamentais, o risco de adoecer aumenta”, pontua.
Sintomas iniciais
Entre os principais sintomas da gripe estão febre, dor no corpo, tosse, dor de garganta, cansaço intenso e congestão nasal. Muitas vezes, porém, as pessoas confundem a gripe com um resfriado comum e deixam de procurar orientação médica.
“Quando os sintomas são intensos, duram mais de alguns dias ou aparecem junto com falta de ar e febre alta, é importante buscar avaliação profissional”, orienta.
A prevenção continua sendo a principal forma de reduzir o risco de infecções respiratórias. Manter a vacinação em dia, beber bastante líquido, evitar mudanças bruscas de ambiente sem proteção, lavar as mãos com frequência e manter hábitos saudáveis são algumas das medidas recomendadas.

“Pequenos cuidados no dia a dia ajudam a atravessar períodos de variação climática com mais segurança”, conclui o médico.
