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Absurdo! - 14/04/2026, 17:31 - Gabriel Freitas - Atualizado em 14/04/2026, 19:08

Mensagens racistas são exibidas em mural de universidade baiana

Unidade de ensino conta com quase 10 mil estudantes

Imagem do campus Soane Nazaré de Andrade em Ilhéus
Imagem do campus Soane Nazaré de Andrade em Ilhéus |  Foto: Reprodução/UESC

Estudantes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) denunciaram mensagens racistas expostas no mural do Pavilhão de Educação Física, na manhã desta segunda-feira (13). A unidade de ensino está localizada na BR-415, entre as cidades de Itabuna e Ilhéus, no sul da Bahia.

No mural com as aulas e os locais, há várias ofensas racistas, como: “Seus macacos, parem de cortar fila”, “Só preto faz m...” e “Seus pretos f...”.

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Veja as ofensas racistas:

Ofensas racistas no mural da universidade
Ofensas racistas no mural da universidade | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Atualmente, a Uesc conta com quase 10 mil estudantes, entre matriculados na graduação, especializações e programas de pós-graduação. A reportagem buscou contato com a assessoria de comunicação da Uesc para mais informações. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

Ao MASSA!, o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Jhonata Mendes, repudiou as ofensas racistas e entrou com uma denúncia junto à Reitoria, Pró-Reitoria de Administração e Ouvidoria da universidade, solicitando que fosse aberto um processo de investigação e responsabilização para identificação do culpado.

Jonatha ainda compartilhou que cobrou a direção da universidade para que sejam colocadas câmeras nos espaços comuns da unidade ensino, a fim de que atitudes como esta não se repitam.

Situação recorrente?

Quando questionado sobre a frequência destes casos, o presidente do DCE salientou que são "casos muito isolados" e considerados "anormais". "O próprio DCE já tinha sofrido algo do tipo, em outro momento. Foram alguns comentários de cunho racista, como chamar a gente de 'porcos' e tudo mais. Porém, não é uma frequência na universidade, não. É algo que, para nós, é estranho, porque a Uesc é uma das universidades que tem uma política de cotas, inclusive, importante, atrelada à questão socioeconômica", salientou.

"A gente tem agora uma Pró-Reitoria de Ações Afirmativas. Nós conseguimos instituir no ano retrasado. Nós instituímos pela primeira vez a banca de heteroidentificação, que era uma luta do DCE. A universidade acatou a banca de heteroidentificação. O racismo e esse tipo de prática não é como se a gente estivesse acostumados a ver isso na universidade", acrescentou.

Cobrança por posicionamento institucional

Durante a entrevista, Jhonata lamentou que ainda não houve o posicionamento institucional da Uesc, destacando que, durante reunião com membros da reitoria, foi cobrada uma nota oficial e que fosse disparado um e-mail para todos os alunos, conscientizando sobre o racismo.

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