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Muita onda - 28/04/2026, 22:15 - Da Redação

Medico é submetido a internação para 'cura gay'

Retirada do homem ocorreu após sua advogada se dirigir ao local

Homens gays e brancos entre 20 e 40 anos são responsáveis pela maioria dos registros de LGBTQIA+fobia
Homens gays e brancos entre 20 e 40 anos são responsáveis pela maioria dos registros de LGBTQIA+fobia |  Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Um médico de 27 anos foi resgatado de uma clínica de reabilitação em Teresina, Piauí, após, segundo ele, ter sido internado de forma involuntária. A internação teria sido realizada pelos pais, após o homem ter declarado relacionamento homoafetivo.

Segundo a advogada da vítima, que não teve nome revelado, os pais são descritos como religiosos e de forte influência política.

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Segundo apuração, o homem teria sido retirado do Centro de Reabilitação Restaurar, no dia 22 de abril. Em entrevista à TV Cidade Verde, afiliada do SBT, ele relatou que teve o celular confiscado e que foi submetido a medicações sem o seu consentimento.

A saída ocorreu após a advogada do paciente ir até o local acompanhada por forças policiais. De acordo com a defesa, a internação teria sido irregular, sem ordem judicial ou laudo médico que comprovasse a necessidade da medida.

O que diz a defesa da vítima

A advogada afirma que o verdadeiro motivo da internação seria uma tentativa dos pais (descritos como religiosos e com forte influência política) de “converter” a orientação sexual do filho, após ele declarar um relacionamento homoafetivo.

Segundo ela, a internação involuntária foi feita de forma irregular, sem respaldo judicial ou justificativa médica. Durante o período na clínica, o jovem passou por uma avaliação psiquiátrica que teria apontado dependência química.

O Centro de Reabilitação Restaurar declarou surpresa com o ocorrido e criticou o "tumulto" gerado pela operação policial no local. Representantes da clínica foram levados à delegacia para prestar depoimento, e o caso segue sob investigação das autoridades locais

Os familiares não compareceram à Central de Flagrantes para prestar esclarecimentos.

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